Maria Zakharova, porta-voz da Diplomacia russa, disse que ataque dos Estados Unidos não representa uma estratégia no Oriente Médio

Presidente Donald Trump terá de mostrar habilidade política para conseguir aprovar a reforma tributária no país
Divulgação/Facebook/Donald J. Trump
Presidente Donald Trump terá de mostrar habilidade política para conseguir aprovar a reforma tributária no país

A porta-voz da Diplomacia russa, Maria Zakharova, afirmou neste sábado (8) que a decisão dos Estados Unidos de atacar a Síria é uma tentativa de mostrar força aos oponentes na guerra política em Washington depois da chegada de Donald Trump à presidência, e não uma estratégia no Oriente Médio.

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"Não tem nada a ver com a política de Washington no Oriente Médio, não é parte de uma estratégia, muito menos de um plano. Trata-se de uma demonstração de força dentro da disputa política interna nos Estados Unidos", disse Zakharova. "É parte de uma luta de grupos da elite política e militar, que se envolveram em uma briga de vida e morte", acrescentou sobre a ação que relaciona à chega de Trump .

Qualificada como "agressão" pelo presidente russo Vladimir Putin, a ação "deixou em evidência que os EUA são o Estado mais imprevisível, e se há algo previsível nos Estados Unidos, é o imponderável de sua política externa", segundo a porta-voz.

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A diplomata diz que a política externa de outros integrantes da Otan é previsível, tendo em vista que eles costumam seguir o curso imposto a partir de Washington. De acordo com Zakharova,  ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov, vai questionar as razões do ataque ao americano Rex Tillerson, que visitará Moscou nos próximos dias 11 e 12.

"Vamos ouvir o que ele tem a dizer, vamos fazer perguntas. Acho que devemos ter compreensão dos processos que acontecem nos EUA, mas também temos que ressaltar que essas ações são inaceitáveis", indicou Zakharova.

Moscou acredita que o pretexto para a represália – que foi a morte de mais de 80 civis na província síria de Idlib, devido a um suposto ataque com armas químicas atribuído ao regime sírio – não se sustenta, bem como as intenções declaradas dos países do Ocidente de investigar a tragédia.

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"O paradoxo é que, após exigir o envio de inspetores para revisar os aviões" que tinham bombardeado a cidade síria de Khan Sheikhoun, "atacaram (e destruíram) em seguida essas mesmas aeronaves que queriam inspecionar", finalizou sobre o ataque comandado por Trump .

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