Presidente eleito negou qualquer envolvimento em negócios com a Rússia, atacou a mídia e prometeu ser o "maior criador de empregos que Deus criou"

Quando uma repórter da CNN tentou fazer uma pergunta a Trump, o presidente eleito dos EUA se negou a respondê-la
Reprodução/Twitter
Quando uma repórter da CNN tentou fazer uma pergunta a Trump, o presidente eleito dos EUA se negou a respondê-la

Nesta quarta-feira (11), em sua primeira coletiva de imprensa após a vitória na disputa pela Casa Branca, o presidente eleito norte-americano Donald Trump negou – assim como já havia feito pelo seu Twitter – que esteja envolvido em qualquer negócio com a Rússia.

Trump disse ainda que os documentos divulgados pela imprensa norte-americana, que supostamente seriam uma prova de que a Rússia tem como chantagear o republicano, são falsos e as notícias não passam de uma "tentativa triste de conseguir cliques" por parte dos sites envolvidos.

Indagado sobre a sua proximidade com o presidente russo, Vladimir Putin, Trump disse apenas que "se Putin gosta de Donald Trump, eu considero isso como um ativo, não como um passivo, porque temos um relacionamento horrível com a Rússia. Agora, eu não sei se vou me dar bem com Vladimir Putin. Eu espero que sim, mas... você honestamente acredita que Hillary seria mais dura com Putin do que eu?", perguntou Trump.

O magnata aproveitou para elogiar o fato de Putin ter se posicionado contrário às denúncias sobre o suposto documento.

Trump disse ainda que poderia fazer negócios com a Rússia, se assim o quisesse, mas que sabia que seria questionado a respeito disso.

Divulgado pela imprensa americana nesta terça-feira (10), o relatório supostamente secreto afirma que a inteligência russa vem "ajudando e apoiando" o presidente eleito Donald Trump há cinco anos.

Além disso, o documento revela também que o governo de Vladimir Putin teria informações confidenciais sobre a vida pessoal e movimentações financeiras comprometedoras de Trump.

A CNN divulgou a informação primeiro, citando fontes oficiais com conhecimento direto do documento. Em seguida, o Buzzfeed afirmou que o relatório tem circulado entre funcionários do governo, agentes de inteligência e jornalistas há semanas e que as informações não são verificadas. O site divulgou, inclusive, uma cópia do relatório.

Nesta quarta, quando uma repórter da CNN tentou fazer uma pergunta a Trump em meio à coletiva, o presidente eleito dos Estados Unidos se negou a respondê-la, dizendo a ela que a organização para a qual ela trabalha é "terrível".

Hackers e imprensa

O republicano disse que, em 90 dias, irá apresentar um grande relatório sobre como se defender de hackers. Isso porque, segundo ele, os EUA são hackeados por todo o mundo, incluindo Rússia e China.

Trump se posicionou também contra o vazamento de relatórios de inteligência pela imprensa e pediu que os veículos de mídia publiquem apenas "informes verdadeiros", pois já "viu pessoas destruídas" pela imprensa, o que julga injusto.

Obamacare e empregos

Questionado a respeito do sistema de saúde dos Estados Unidos, o Obamacare, Trump usou o adjetivo "desastre total". De acordo com o republicano, assim que seu secretário de Saúde for aprovado, um novo plano será apresentado, para substituir o Obamacare.

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"O Obamacare é um problema dos democratas. Vamos tirar esse problema, estamos fazendo um grande favor a eles", disse Trump.

Trump disse ainda que será o "maior criador de empregos que Deus já criou" e avisou que, nas próximas semanas, divulgará grandes novidades no setor automotivo, com a construção de uma grande fábrica.

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