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Serviços secretos americanos acusaram presidente russo de conspiração; o governo alemão já anunciou que teme invasão de Moscou nas eleições

Putin
Presidência da Rússia
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Os serviços secretos dos Estados Unidos afirmaram, nesta quinta-feira (15), que têm provas de que o presidente russo, Vladimir Putin, envolveu-se pessoalmente em medidas para interferir no resultado das eleições à Casa Branca, que resultaram na vitória do então candidato do Partido Republicano, e agora futuro presidente dos EUA, Donald Trump.

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A informação foi divulgada pela emissora NBC.  De acordo com o que foi transmitido, fontes dos serviços secretos e diplomáticos que tiveram acesso à investigação acusam Putin de ter orientado, pessoalmente, e como hacker, informações do Partido Democrático e usá-las contra a candidata Hillary Clinton.

A CIA já tinha dito que hackers russos teriam favorecido Donald Trump nas eleições de 8 de novembro, o que foi negado pelo magnata, que definiu a hipótese como "ridícula". 

A mesma palavra foi usada hoje pelo porta-voz de Moscou, Dmitry Peskov. "É um absurdo ridículo, não tem nenhum fundamento", afirmou. Durante toda a campanha eleitoral de Trump, Putin sinalizou publicamente sua preferência por uma vitória do republicano. Os dois trocaram elogios e Trump prometeu melhorar as relações dos EUA com a Rússia.

Medo na Alemanha

No final de novembro, a Alemanha afirmou que também teme uma invasão de Moscou  em seu processo eleitoral, que acontece em 2017. 

De acordo com o jornal britânico The Guardian , o chefe do serviço de inteligência alemão emitiu um comunicado oficial, alertando que hackers russos podem tentar, sim, interferir nas eleições do país europeu. 

Além de enaltecer a ameaça a Berlim, Bruno Kahl, presidente do órgão de pesquisa europeu “Bundesnarchrichtendienst”, diz acreditar que a Rússia pode ter interferido nas eleições presidenciais de Washington.

“Temos evidências de que ciberataques estão ocorrendo com intenções políticas incertas”, afirmou Kahl ao jornal dinamarquês Süddeutsche Zeitung .

“Acreditamos que as pessoas por trás desses ataques estão interessadas em deslegitimar os processos democráticos. Temos indícios de que esses ataques advém da Rússia”, assegura.

Kahl ainda explicou que esses tipos de ataque servem para “criar uma impressão e demonstrar poder”.

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A chanceler alemã, Angela Merkel, afirmou que os ciberataques, russos ou não, passaram a ser parte da política e o governo deve aprender a "lidar com eles". "Temos que informar as pessoas e nunca deixar de expressar nossas convicções políticas", postulou Merkel. 

* Com informações da Agência Ansa.

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