De favores políticos à repressão da imprensa: a queda da presidente sul-coreana

Park Geun-Hye é acusada de intermediar lobby político, reprimir veículos midiáticos contra seu governo e vazar informações confidenciais
Foto: Youtube/Reprodução
Impeachment da presidente sul-coreana Park Geun-Hye pelo parlamento do país nesta sexta-feira (9)


A aprovação do impeachment da presidente sul-coreana Park Geun-Hye pelo parlamento do país nesta sexta-feira (9), por 234 votos a favor e 56 contrários, vem tomando os noticiários do mundo todo. Mas, aliás, o que levou à queda da mandatária?

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Amizade Valiosa

A presidente sul-coreana  foi indiciada por ajudar uma amiga de longa data, Choi Soon-sil, a fazer lobby político além de aproveitar de seu poder para dar acesso a Choi a documentos confidenciais do governo, como reportou o jornal norte-americano “The New York Times”.

Choi teria recebido a ajuda de um assessor da presidente para conseguir com que empresas doassem US$ 69 milhões para fundações criadas e dirigidas por ela. 

A sul-coreana ainda teria sido beneficiada por contratos com grandes empresas, como a Hyundai e o grupo de telecomunicações KT, e com "presentes" de seis associados, que incluem artigos de luxo, como bolsas da marca Chanel.

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Quando as acusações junto às evidências vieram a público, uma onda de protestos tomou conta do país, pressionando o setor político de Seul a tomar uma providência. Partidos da oposição oficializaram uma campanha conjunta para retirar Park do poder. 

Repressão

Além disso, Park foi acusada de obrigar um jornal local a demitir seu presidente depois que o veículo publicou reportagens sobre a troca de favores políticos entre as amigas, informou o jornal sul-coreano “The Korean Times”  

Naufrágio

A população da Coreia do Sul também cobra esclarecimentos da mandatária sobre um naufrágio em abril de 2014, que resultou na morte de 300 pessoas. De acordo com a acusação, ela também seria culpada pelo acidente.

Foto: CCTV/Reprodução
Choi Soon-sil teria se aproveitado da amizade de longa data com a presidente sul-coreana para influência política


Desculpas

No início, Park resistiu às acusações, mas logo pediu desculpas ao povo sul-coreano pela “negligência” e as consequências do escândalo para a economia do país. Já a amiga da presidente,  Choi Soon-sil, está presa desde o dia 3 de novembro. 

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O que acontece agora?

Com a suspensão de Park do poder, o primeiro-ministro Hwang Kyo-ahn deve assumir imediatamento o comando de Seul enquanto a Corte Constitucional do país terá 180 dias para decidir se passará ou não o impeachment da líder. 

Caso o impeachment da sul-coreana seja aprovado, novas eleições democráticas serão convocadas no país.  

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