Park Geun-Hye é alvo de escândalo de corrupção e suspeita de vazamento de informações; se afastamento ocorrer, serão convocadas novas eleições

Park Geun-Hye, presidente da Coreia do Sul, é alvo de um escândalo político
Reprodução/The Day After
Park Geun-Hye, presidente da Coreia do Sul, é alvo de um escândalo político

O Parlamento da Coreia do Sul aprovou nesta sexta-feira (9) o impeachment da presidente Park Geun-Hye, envolvida em um escândalo político. Os poderes da mandatária foram suspensos após a moção de impeachment ser aprovada por 234 votos a favor e 56 contrários. Dois parlamentares se abstiveram e sete cédulas foram consideradas nulas.

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O processo de impeachment , agora, precisa ser aprovado pelo Tribunal Constitucional da Coreia do Sul, que tem até 180 dias para decidir sobre o tema. Durante este período, o primeiro-ministro Hwang Kyo-ahn assumirá o posto.

Dilma Rousseff e Park Geun-hye, durante assinatura de atos e coletiva de imprensa, no Palácio do Planalto. Processo de impeachment em 2016 é ponto em comum entre elas
Roberto Stuckert Filho/PR
Dilma Rousseff e Park Geun-hye, durante assinatura de atos e coletiva de imprensa, no Palácio do Planalto. Processo de impeachment em 2016 é ponto em comum entre elas

A presidente será formalmente retirada do cargo se seis dos nove juízes do tribubal aprovarem o impeachment. Se isto ocorrer, a Coreia do Sul deverá convocar novas eleições presidenciais em 60 dias.

Entenda o caso

O processo começou a ser cogitado quando a mandatária do país se desculpou publicamente após diversas denúncias de opositores a respeito de a presidente ter recebido orientações de uma pessoa que não faz parte de sua equipe.

O escândalo eclodiu, quando Park Geun-Hye se desculpou publicamente pelo vazamento de vários discursos presidenciais que ainda não tinham sido pronunciados. Os textos tinham sido dados à sua amiga Choi Soon-sil, apontada como uma "cartomante xamã", que também é suspeita de ter se apropriado de US$ 70 milhões de grandes empresas do país.

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A conselheira xamânica também teria usado de sua influência junto ao governo para indicar seus próprios aliados para cargos no poder executivo sul-coreano, conforme noticiado pelo jornal The New York Times.

Coreia do SUl - protesto - escândalo
Reprodução/Naver KR
Coreia do SUl - protesto - escândalo

Em outubro, Choi retornou à Coreia do Sul após um período na Europa – onde estava escondida desde que o escândalo veio a público – e pediu desculpas pelos seus "mal-feitos". O advogado de Choi afirmou que ela responderá a todos os questionamentos a respeito de sua relação com a presidente Park, que agora enfrenta a ira popular em seu país.

Logo após o pronunciamento de Choi, a president Park Geun-hye demitiu o chefe de sua equipe de governo e outros sete assessores, em um esforço para recuperar a confiança da população.

Os assessores demitidos foram flagrados em vídeo transmitido pelo canal local de notícias "Chosun" reverenciando Choi após ela aparentemente ter dado ordens a eles, ainda de acordo com o New York Times

Também em outubro, pelo menos 10 mil pessoas foram às ruas de Seul , a capital da Coreia do Sul, para pedir o impeachment de Park Geun-hye.

* Com informações da Agência Ansa.

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