"Não podemos repetir a guerra", diz premiê japonês nos 75 anos de Pearl Harbor

Norte-americanos recordam ataque de japoneses à base naval do Havaí, deixando 2.403 mortos; evento levou país à Segunda Guerra Mundial
Foto: Arquivo Nacional/ U.S. Government
Nesta quarta-feira, completam-se 75 anos do ataque surpresa dos japoneses contra os navios norte-americanos


Os EstadosUnidos relembram, nesta quarta-feira (7), os 75 anos do ataque surpresa japonês contra os navios norte-americanos que estavam na base naval do Havaí em 1941, causando 2.403 mortes e levando Washington à Segunda Guerra Mundial. 

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Como um de seus últimos legados, antes de deixar a Casa Branca em janeiro, dando lugar ao magnata Donald Trump, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, declarou o dia 7 de dezembro como o "Dia da Memória ao ataque japonês em Pearl Harbor". 

"Encorajo todos os norte-americanos a observar este dia solene de lembranças e a honrar os nossos militares, do passado e do presente, com adequadas cerimônias e atividades", escreveu Obama na lei firmada por ele.

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Já na tradicional cerimônia em Pearl Harbor, o sobrevivente mais velho do ataque, o ex-marinheiro Ray Chavez, participou da celebração no Havaí. O evento na base é uma maneira de lembrar de todas as vítimas e de honrar a memória daqueles que morreram.

Foto: Ricardo Stuckert Filho/PR - 15.11.15
Premiê do Japão, Shinzo Abe, e Barack Obama durante encontro da cúpula do G20 em novembro do ano passado


Ato de Respeito

Na última segunda-feira (5), o primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, anunciou que visitará a base militar de Pearl Harbor, nos Estados Unidos, entre os dias 26 e 27 de dezembro com o presidente norte-americano, Barack Obama.

Abe explicou, em entrevista a jornalistas, que a visita – a primeira de um premiê japonês à base militar –  tem como objetivo prestar homenagens às cerca de 3,5 mil vítimas do ataque. 

"Não devemos nunca mais repetir a tragédia de uma guerra. É essa a mensagem que quero mandar e, ao mesmo tempo, [também] quero mandar uma mensagem de reconciliação entre EUA e Japão", afirmou o premiê japonês. 

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A ida de Abe aos Estados Unidos também é uma retribuição da visita de Obama à cidade de Hiroshima, ocorrida em maio deste ano, para lembrar as vítimas do lançamento da bomba atômica pelos norte-americanos.

* Com informações da Agência Ansa

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