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Contradizendo sua campanha, o republicano decidiu que não deseja prender a democrata; Trump anunciou ainda a saída dos EUA do Transpacífico

Decisão vai contra o que Trump disse durante a sua campanha, quando prometeu que, se eleito, prenderia a democrata
Facebook/ Donald J. Trump/ Reprodução
Decisão vai contra o que Trump disse durante a sua campanha, quando prometeu que, se eleito, prenderia a democrata

Nesta terça-feira (22), o presidente eleito norte-americano Donald Trump, disse, por meio de sua porta-voz, Kellyanne Conway, que não investigará a sua ex-adversária Hillary Clinton sobre o uso de um servidor particular de email quando ela era secretária de Estado. A decisão vai contra o que o republicano disse durante a sua campanha, quando prometeu que, se eleito, prenderia a democrata.

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"Hillary Clinton ainda tem que enfrentar o fato de que a maioria dos americanos não a acham honesta e confiável, mas, se Donald Trump pode ajudá-la a curar as feridas, então talvez seja o melhor a ser feito", disse Kellyanne. Durante a campanha, pesquisas de intenção de voto apontaram que muitos americanos não consideram Hillary uma pessoa confiável.

Transpacífico

Em vídeo divulgado na noite dessa segunda-feira (21), Trump afirmou que anunciará a retirada dos Estados Unidos da Parceria Transpacífico - Área de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec, na sigla em inglês) logo depois que tomar posse, no próximo dia 20 de janeiro.

A Parceria Transpacífico é um acordo de livre comércio assinado em 5 de outubro de 2015, envolvendo 12 países banhados pelo Oceano Pacífico, e constitui a principal aposta do presidente Barack Obama para o desenvolvimento do comércio internacional.

Trump disse ainda que a saída dos Estados Unidos da Parceria Transpacífico vai se dar por meio de uma notificação aos países participantes do acordo. Além disso, informou que vai eliminar as atuais restrições à produção de energia, incluindo a produção de gás de xisto.

Essas restrições se referem a controle ambiental. Durante a campanha deste ano, ele afirmou que as restrições aumentam a regulação existente no país, trazendo sérios prejuízos à economia norte-americana.

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Outra medida anunciada por Donald Trump é proteger a infraestrutura dos Estados Unidos de ciberataques e outras formas de ataque. No que se refere aos imigrantes, ele disse que vai orientar o Departamento do Trabalho para investigar "os abusos dos programas de vistos que prejudicam o trabalhador americano". No que se refere à ética de funcionários no governo, afirmou que vai impor  uma proibição de cinco anos para que os funcionários executivos se tornem lobistas.

Empregos

No vídeo, divulgado pelo YouTube, Donald Trump falou sobre a importância das medidas que anunciará no primeiro dia de seu governo: "Quer se trate de produzir aço, construir carros ou curar doenças, quero que a próxima geração de produção e inovação aconteça aqui, na nossa grande pátria: a América - criando riqueza e empregos para os trabalhadores americanos".

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O vídeo é uma das poucas oportunidades que o público norte-americano tem de ouvir Trump diretamente. Desde que foi eleito há duas semanas, Donald Trump tem evitado falar com os jornalistas. Em vez disso, ele tem usado as redes sociais. Houve apenas três situações em que ele falou à imprensa: a primeira, assim que recebeu um telefonema de Hillary Clinton, na madrugada de 9 de novembro, dando parabéns pela vitória eleitoral; a segunda, uma entrevista ao The Wall Street Journal e a última, uma entrevista ao programa "60 Minutes ", da CBS News .

* Com informações das Agências Brasil e Ansa.

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