Em 1º pronunciamento após eleição, Obama diz que Trump precisa alcançar minorias

Em sua primeira coletiva de imprensa após as eleições presidenciais, Obama declarou que espera que o republicano passe "sinais de unidade"
Foto: Reprodução/CNN
Em uma coletiva de imprensa, Obama não quis comentar sobre a escolha que Trump fez para a chefia de estratégia

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse nesta segunda-feira (14) ser importante que o presidente eleito, Donald Trump, passe sinais de unidade após uma campanha acirrada.

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Em sua primeira coletiva de imprensa após as eleições presidenciais da última terça-feira (8), Obama não quis comentar sobre a escolha de Trump do polêmico conservador Steve Bannon como estrategista-chefe na Casa Branca.

Mas o presidente democrata disse que falou em particular ao republicano Trump, em reunião ocorrida semana passada no Salão Oval, que devido à "ferocidade da campanha é muito importante tentar enviar alguns sinais de unidade e alcançar minorias, mulheres e outros que ficaram preocupados com o teor da campanha".

Trump começa a escolher nomes

No último domingo (13), Trump anunciou dois grandes nomes para compor sua administração, a partir de 20 de janeiro de 2017 . Entre eles, está o chefe do conselho republicano, Reince Priebus, anunciado como seu novo chefe de governo, e o CEO de sua campanha, Steve Bannon, que assumirá o cargo de estrategista e consultor sênior de sua equipe. 

De acordo com a CNN , a escolha de Trump pode criar uma polarização em Washington já que ambos os políticos enxergam de forma diferente a condução dos ideais do magnata.

Enquanto Bannon representa a direita extremista, associada à supremacia branca, ao anti-semitismo e à misoginia – ideais fortemente criticados pelos democratas – Priebus seria a representação dos republicanos confusos que ainda não sabem como será o governo de Trump.

Por ser uma das pessoais mais antigas no partido republicano, Priebus também deve ser a ponte de fortalecimento entre o magnata e os republicanos que o rejeitaram durante as primárias americanas.

Em nota, o presidente eleito reafirmou que “Steve e Reince são altamente qualificados por terem trabalhado na campanha que nos levou a uma histórica vitória. Agora, terei os dois comigo na Casa Branca para fazer com que a América seja ótima de novo”.

A escolha de Priebus foi vista como um sinal conciliatório da disposição de Trump de trabalhar com o Congresso depois que ele tomar posse. Contudo, críticos atacaram a escolha de Bannon.

“Não se deve amenizar a verdade aqui: Donald Trump convidou um nacionalista branco para os mais altos escalões do governo”, afirmou o senador democrata Jeff Merkley, que pediu que Trump revogasse a escolha.

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Democratas e grupos de lobby de esquerda chamaram Bannon de um incentivador do racismo e da misoginia, que é apoiado pelo grupo supremacista branco Ku Klux Klan.

A líder democrata na Câmara dos Deputados, Nancy Pelosi, afirmou que a nomeação de Bannon enviava “um sinal de alarme de que o presidente eleito Trump permanecia comprometido com a visão de ódio e divisão que definiu sua campanha”.

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