Manifestante foi baleado durante protesto contra o presidente eleito em Portland, no Oregon; Miami, Nova York e Filadélfia também tiveram atos

Um homem foi baleado durante protestos contra Donald Trump em Portland, no Oregon
Reprodução/Twitter
Um homem foi baleado durante protestos contra Donald Trump em Portland, no Oregon

Milhares de pessoas foram às ruas de várias cidades dos Estados Unidos nessa sexta-feira (11), na terceira noite seguida de protestos contra a eleição do republicano Donald Trump para ser o próximo presidente do país.

Gritando o slogan "Not my president" ("Não é meu presidente", em tradução livre), os manifestantes se reuniram em municípios como Miami, Filadélfia, Columbus e, principalmente, Nova York, nos arredores da Trump Tower, onde mora o magnata e local que tem recebido a maior parte dos protestos desde as eleições.

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Em Portland, no estado do Oregon, um homem foi baleado enquanto o protesto atravessava uma ponte, fazendo a polícia acabar com o ato. As forças de segurança também usaram gás lacrimogêneo e bombas de efeito moral para dispersar a multidão.

O protesto havia começado de maneira pacífica, mas acabou ganhando contornos violentos quando os manifestantes se uniram a um grupo anarquista, danificando carros e edifícios. Críticos do presidente eleito foram às ruas todas as noites desde quarta-feira passada (9), quando foi confirmada a vitória do republicano.

Nas redes sociais, muitos americanos têm compartilhado histórias de intolerância racial e religiosa desde a confirmação da vitória de Trump. Um compilado de tuítes com depoimentos, fotos e vídeos viralizou no Twitter nos últimos dias.


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"Injustiça"

Em seu perfil no Twitter, Trump reclamou que as manifestações contra ele são "injustas" e "incitadas pela imprensa". Para este sábado (12), mais de 10 mil pessoas confirmaram participação em uma passeata até a Trump Tower.

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Apesar de ter perdido no voto popular, o republicano derrotou a magnata Hillary Clinton no colégio eleitoral, já que ficou em primeiro em diversos estados-chave, como Flórida, Wisconsin, Ohio e Pensilvânia, que tiveram disputas bastante apertadas. Entre as reivindicações em alguns protestos, está a de um novo sistema eleitoral em que o candidato com mais votos seja eleito.

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