A Síria vive, desde 2011, uma sangrenta guerra civil em seu território já e contabiliza mais de 300 mil mortes no período decorrentes do conflito

Governo da Rússia informou que uma
Associated Press/Estadão Conteúdo - 28.04.16
Governo da Rússia informou que uma "pausa humanitária" nos conflitos na cidade de Alepo não está nos planos


O governo da Rússia descarta fazer uma nova trégua humanitária na cidade de Alepo, na Síria, informou o vice-ministro das Relações Exteriores do país, Sergei Ryabkov, nesta segunda-feira (24). Segundo o político, a decisão de decretar "pausa humanitária não está na ordem do dia" do país e não deve ser retomada tão cedo. A informação é da Agência Ansa.

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"Para voltar a esse regime, as partes precisam garantir um comportamento adequado dos grupos antigoverno. Isso não ocorreu nos últimos três dias e é por isso que, agora, a questão da retomada da trégua não está na ordem do dia", acrescentou Ryabkov, falando em nome da Rússia.

Na última quinta-feira (20), o presidente russo, Vladimir Putin, havia autorizado um cessar-fogo temporário em Alepo para permitir que tanto os civis quanto os rebeldes considerados "moderados" pudessem abandonar a cidade sem o risco de serem atingidos por bombardeiros e assim salvar suas vidas. Esse janela de oportunidade chegou a ser prorrogada uma vez  pelas partes envolvidas no conflito e se encerrou no último sábado (22).

Durante esse período, os russos - que são aliados do governo de Bashar al-Assad - não atacaram os grupos de "rebeldes" que atuam contra o presidente no país.

O governo de Moscou, diferentemente da coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos, está na Síria para atacar tanto os terroristas dos grupos Estado Islâmico e Frente al-Nusra como também para defender Assad.

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A Síria vive, desde 2011, uma sangrenta guerra civil em seu território - dilacerado entre grupos pró e contra governo e grupos terroristas - e contabiliza mais de 300 mil mortes no período, segundo dados das Nações Unidas.

Trégua

Da última vez que a trégua temporária foi decretada e depois encerrada, ao menos 20 pessoas morreram em um bombardeio que destruiu grande parte de um comboio que levava alimentos para a cidade de Alepo e seus arredores. 

Os bombardeios na Síria atingiram e destruíram ao menos 18 dos 31 caminhões que levavam alimentos e outros produtos de primeira necessidade para a região de Urm al-Kubra, onde cerca de 78 mil pessoas precisam urgentemente de ajuda humanitária, de acordo com o Observatório Sírio de Direitos Humanos e com um porta-voz das Nações Unidas.

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O Observatório Sírio acredita que os aviões responsáveis pelos ataques devem pertencer às forças militares sírias ou russas, pois o comboio estava em uma parte rural do país dominada por forças rebeldes.

*Com informações da Agência Brasil

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