Atentado terrorista ocorrido na França, no dia 14 de julho, foi reivindicado pelo grupo extremista Estado Islâmico e deixou 86 pessoas mortas

Papa Francisco/ Instagram/ Reprodução 24.09.2016
"Deve-se responder os ataques do demônio só com obras de Deus, que são o perdão, o amor e o respeito", afirmou o papa

O papa Francisco fez uma celebração neste sábado (24) com os sobreviventes do atentato terrorista ocorrido em Nice, na França, no dia 14 de julho , e pediu que o diálogo prevaleça sobre o ódio.

"Quando há a tentação de revoltar-se, ou ainda de responder o ódio com o ódio e a violência com violência, uma autêntica conversão do coração é necessária. Esta é a mensagem que o Evangelho de Jesus envia para todos nós. Deve-se responder os ataques do demônio só com obras de Deus, que são o perdão, o amor e o respeito ao próximo – mesmo que ele seja diferente", disse o líder da Igreja Católica durante a celebração.

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Francisco afirmou ainda que faz orações "por seu país e por seus responsáveis para que construam sem se cansar uma sociedade justa, pacífica e fraterna".

O ataque ocorrido em Promenade des Anglais durante uma celebração pela Queda da Bastilha foi reivindicado pelo grupo terrorista Estado Islâmico. Um homem identificado como Mohamed Bouhlel atropelou dezenas de pessoas com um caminhão em uma área que estava fechada para veículos. Ao todo, 86 pessoas perderam a vida no ataque.

"O drama que a cidade de Nice conheceu suscitou, em todos os lugares, significativos gestos de solidariedade e de acompanhamento. Agradeço a todas as pessoas que, imediatamente, se dedicaram a apoiar e acompanhar as famílias", acrescentou o papa.

Ele ainda aproveitou para agradecer tanto a "comunidade católica" presente como representantes de outras religiões e que fica "feliz em ver que há entre vós uma relação inter-religiosa muito viva".

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A audiência na sala Paulo VI reuniu certa de mil pessoas vindas de Nice, entre elas, o prefeito Christian Estrosi e o bispo local monsenhor André Marceau.

"Rezo ao Deus de misericórdia também por todas as pessoas que ficaram feridas, em alguns casa, atrozmente mutiladas na carne ou no espírito, e não esqueço de todos aqueles que não puderam vir aqui porque ainda estão no hospital", disse ainda o sucessor de Bento XVI.

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