Contingente de refugiados chegou a 65 milhões nos últimos 25 anos; relatório aponta dez conflitos mundiais por trás do agravamento da crise

Grupo de refugiados tentam fazer a travessia à Europa pelos rios que marcam a fronteira entre a Grécia e a Macedônia
Manu Gomez/ Fotomovimiento/ Fotos Públicas -14/03/2016
Grupo de refugiados tentam fazer a travessia à Europa pelos rios que marcam a fronteira entre a Grécia e a Macedônia


As Nações Unidas e o Grupo Banco Mundial publicaram um relatório nesta quinta-feira (15) alertando que o número de refugiados no mundo é o equivalente ao tamanho da população do Reino Unido, chegando a 65 milhões de pessoas.

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O alerta é resultado de um estudo do Banco de Refugiados da ONU (UNHCR), que aponta dez conflitos diplomáticos como a raiz do problema no mundo nos últimos 25 anos.

Segundo o estudo, as nações do Afeganistão, Burúndi, Cáucaso, Colômbia, República Democrática do Congo, Iraque, Somália, Sudão, Síria e Iugoslávia são responsáveis pela crise que atinge 1% da população mundial.

As condições dos refugiados também vêm piorando com o agravamento da xenofobia "até nos países mais ricos", constatou a organização.

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O Banco Mundial assegura que a insegurança ao redor do assunto também pode estar afetando o crescimento do mercado econômico global.

Campo de refugiados na fronteira da Grécia com a Macedônia após o fechamento de diversas fronteiras da Europa
IFRC/ Fotos Públicas - 09/03/2016
Campo de refugiados na fronteira da Grécia com a Macedônia após o fechamento de diversas fronteiras da Europa







Comunidade Internacional

Apesar das recentes respostas negativas da maioria dos países em acolher esses refugiados, a ONU afirma que a comunidade das nações em desenvolvimento desempenharam um papel essencial na redução dos impactos da crise. 

No final de 2015, os países da Síria – Líbano, Jordânia e Turquia – alojou 27% dos refugiados do mundo enquanto Irã e Paquistão, vizinhos do Afeganistão, receberam 16%. A ONU ainda revelou que a Etiópia, o Quênia e a Somália receberam 7%.

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O presidente do Banco Mundial, Jim Yong Kim, afirmou que o deslocamento de refugiados "cria um grande obstáculo para erradicarmos a pobreza extrema até 2030" mas que está empenhado em fechar parcerias visando o desenvolvimento das comunidades atingidas.

Ao contrário dos "imigrantes econômicos", que se deslocam a países ricos a procura de trabalho, os refugiados enfrentam conflitos, violência e o aumento da xenofobia. As informações são do jornal britânico "The Guardian".

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