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Bombardeios do Exército da Turquia deixaram dezenas de mortos no território sírio; presidente turco diz que "terroristas serão pegos um a um"

Turquia atravessa momento de instabilidade política e tensão devido a seeguidos ataques terroristas no país
Ilyas Akengin/Agence France Presse/Estadão Conteúdo 18.08.2016
Turquia atravessa momento de instabilidade política e tensão devido a seeguidos ataques terroristas no país

Os ataques realizados pelo governo da Turquia na Síria deixaram ao menos 25 mortos neste domingo (28), informaram fontes ligadas a Ancara. As informações são da Agência Ansa.

Já o Observatório de Direitos Humanos na Síria (Onlus) denuncia outras 35 mortes na mesma região causadas pelos ataques aéreos do exército turco.

Os turcos bombardeiam a área próxima à cidade de Jarablus desde a última quarta-feira (24) como uma "autodefesa" da série de ataques cometidos por grupos curdos e pelo Estado Islâmico (EI) no território do país. Porém, analistas afirmam que essa ação tem como objetivo evitar uma "província autônoma" curda no sul da Turquia.

"Destruir terroristas"

O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, prometeu "destruir os terroristas", após meses de ataques mortais por todo o país, e reiterou sua afirmação de que uma "criança-bomba" foi responsável pelo ataque que deixou pelo menos 54 mortos no sudeste do país na semana passada.

Durante um discurso em Gaziantep, onde aconteceu o ataque em um casamento curdo, Erdogan disse que "os terroristas estão sendo pegos um a um" pelas forças de segurança do país.

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"Eles serão todos eliminados como células cancerígenas", disse Erdogan ao seus apoiadores. "Os acharemos e os puniremos".

Na semana passada, Erdogan disse que um criança de 12 a 14 anos foi responsável por um ataque a bomba, mas depois o primeiro-ministro, Binali Yildirim disse que o agressor ainda não havia sido identificado e que as investigações continuam.

As autoridades culparam o Estado Islâmico pelo ataque em Gaziantep, mas nenhum grupo jihadista assumiu a autoria do atentado.

Erdogan repetiu que o parlamento de seu país vai decidir se a pena de morte será reintroduzida, após a tentativa de golpe em 15 de julho que deixou 270 mortos. "Minha nação quer a pena de morte", disse o presidente. "Isso é uma decisão da Grande Assembleia Nacional da Turquia", completou.

*Com informações da Agência Brasil e do Estadão Conteúdo

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