Tremor de magnitude 6,2 destruiu parte das cidades de Amatrice, Pescara del Tronto e Accumoli; primeiro-ministro decreta estado de emergência

Equipes de resgate resgatam vítimas do terremoto na cidade de Amatrice, na região central da Itália, nesta quarta-feira
Filipo Monteforte/Agence France Presse/Estadão Conteúdo - 24.08.16
Equipes de resgate resgatam vítimas do terremoto na cidade de Amatrice, na região central da Itália, nesta quarta-feira

Chegou a 159 o número de mortos no terremoto de magnitude 6,2 que atingiu nesta quarta-feira (24) as cidades de Amatrice, Pescara del Tronto e Accumoli, na região central da Itália, afirmou o primeiro-ministro Matteo Renzi, que decretou estado de emergência no país. Mais de 100 tremores secundários foram sentidos no território italiano após o sismo, o que complicava o trabalho das equipes de resgate no final da tarde.  

Centenas de pessoas seguiam presas entre os escombros mais de 12 horas após o terremoto , uma vez que prédios e casas desabaram  quando boa parte dos moradores dormia, às 3h36 (horário local). O número de feridos chegou a 368. As equipes tinham dificuldades para caminhar pelas cidades devido aos escombros nas ruas. O tremor foi sentido inclusive na capital, Roma.

O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês) estima que o tremor teve seu epicentro em Norcia, localizada cerca de 170 quilômetros a nordeste de Roma. O Centro Sismológico Europeu do Mediterrâneo calculou a magnitude do tremor como um pouco mais baixa do que a do USGS, de 6,1.

Histórico de uma área vulnerável

A Itália é especialmente vulnerável a sismos como o ocorrido nesta quarta-feira pelo fato de ser localizada próxima à junção das placas tectônicas da África e da Eurásia – o que a leva a ser entrecortada por um emaranhado de falhas geológicas. 

LEIA MAIS:  Após terremoto, prefeito diz que metade de cidade italiana não existe mais

Em 1980, por exemplo, um tremor no sudoeste do país deixou mais de 2,5 mil mortos. Mais recentemente, em 2009, a região central do território italiano registrou mais de 300 vítimas de um outro sismo. No início do século passado, em 1908, as cidades de Messina e Regio de Calabria, ao sul do país, perderam mais de 120 mil moradores após um tremor de magnitude 7,2. 

Assim, o novo desastre representa um desafio para o governo do primeiro-ministro Matteo Renzi demonstrar sua capacidade de responder de forma mais eficiente a tragédias do que fizeram outras autoridades no passado. Na Itália, comumente a reconstrução de cidades após desastres naturais, além das indenizações às vítimas, acontecem de forma lenta e ineficiente. Não raro escândalos de desvios surgem ao longo desses processos. 

LEIA TAMBÉM:  Pai resgata dois filhos de escombros após terremoto na Itália

Áreas como as atingidas pelo terremoto são especialmente vulneráveis por serem construídas muito próximas umas das outras ou localizadas em zonas montanhosas.  

Veja fotos do terremoto na Itália:


* Com Estadão Conteúdo 

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.