Hillary usou servidor privado para enviar mensagens oficiais, impedindo autoridades de terem acesso aos registros de comunicações profissionais

Hillary usou um servidor privado para enviar mensagens oficiais, impedindo as autoridades de terem acesso aos registros
Mark Makela/Getty Images/Agence France Presse/Estadão Conteúdo 15.08.2016
Hillary usou um servidor privado para enviar mensagens oficiais, impedindo as autoridades de terem acesso aos registros

O Departamento de Estado norte-americano anunciou que está investigando o conteúdo de cerca de 15 mil e-mails da época que Hillary Clinton atuava como secretária de Estado que não haviam sido revelados anteriormente. A candidata usou um endereço pessoal enquanto ocupou o cargo, algo proibido pela legislação local.

O conteúdo das mensagens deve se tornar público em outubro, um mês antes das eleições presidenciais, para a felicidade dos republicanos. Segundo o presidente do Comitê Nacional Republicano, Reince Priebus, "Hillary parece incapaz de dizer a verdade".

Hillary usou um servidor privado para enviar mensagens oficiais, impedindo as autoridades norte-americanas de terem acesso aos registros de suas comunicações profissionais, como é de praxe para quem ocupa cargos públicos.

A lei federal dos Estados Unidos estabelece que cartas e emails enviados e recebidos por funcionários do governo no exercício de suas funções são considerados documentos oficiais e, por isso, devem ser conservados, arquivados e ficar à disposição do Congresso, de historiadores e da imprensa.

A legislação exclui apenas as mensagens que guardam segredos de Estado ou estão ligadas à segurança nacional. Hillary alega que adotou tal postura por "comodidade" e porque achava que era permitido.

Em junho, o FBI decidiu não incriminar a candidata democrata à Casa Branca após ter analisado mais de 30 mil mensagens. O diretor da polícia federal norte-americana, James Comey, afirmou que não há provas de que a ex-primeira-dama e sua equipe tivessem a intenção de violar a lei, embora tenham sido "extremamente negligentes".

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