Quatro pessoas ficaram feridas no atentado a um trem que viajava para Heidingsfeld; autor do ataque foi morto a tiros pela polícia de Wurzburg

 Estado Islâmico reivindicou autoria do ataque;  quatro pessoas ficaram feridas e outras 14 estão em estado de choque
Reprodução/The Sun
Estado Islâmico reivindicou autoria do ataque; quatro pessoas ficaram feridas e outras 14 estão em estado de choque

O grupo terrorista Estado Islâmico reivindicou nesta terça-feira (19) a responsabilidade pelo ataque provocado por um jovem afegão de 17 anos em um trem que viajava de Wuerzburg para Heidingsfeld, na Alemanha, na segunda-feira (18). A ação deixou quatro pessoas feridas.

A agência de notícias Amaq – afiliada ao grupo extremista – citando "fontes de sua segurança", informou que o ataque ao trem alemão foi conduzido por um "soldado" do Estado Islâmico que "executou a operação para alertar as nações da coalizão que lutam contra o Estado Islâmico". A fala é praticamente a mesma da reivindicação de outro ataque, ocorrido em Nice, na França , no dia 14.

Autoridades do governo de Berlim confirmaram que foi encontrada uma bandeira do EI no apartamento onde o jovem vivia na Baviera. Porém, ressaltaram que "ainda é cedo" afirmar que o grupo terrorista está por trás do ataque. "Nós soubemos da reivindicação do EI, mas preciso dizer que as investigações ainda estão em curso e, até agora, não emergiram indícios sobre uma ligação do jovem de 17 anos com a rede do EI", disse o ministro do Interior, Joachim Herrmann, em entrevista à mídia do país.

Ele ainda acrescentou que pessoas próximas ao rapaz informaram que ele era "calmo, raramente ia à mesquita, e não era um radical aparente".

Ataque

A polícia alemã confirmou que quatro pessoas ficaram feridas, sendo três em estado grave. Outras 14 pessoas estão em estado de choque. Segundo testemunhas, o jovem teria gritado "Allahu Akbar" (Alá é grande) antes de ferir as pessoas com golpes de machado e faca.

O jovem conseguiu fugir do vagão quando o trem parou em Heidingsfeld, mas foi morto a tiros por policiais que estavam na região.

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O afegão, que tinha 17 anos, chegou na Alemanha há dois anos junto com um grupo de refugiados e entrou com um pedido de asilo no país por ser menor de idade em março do ano passado. Ele morava em uma casa para jovens refugiados até duas semanas atrás quando ele foi morar com uma família de acolhimento na região de Wuerzburg.

No entanto, o ministro do Interior, Joachim Herrmann, disse que as informações de que o rapaz tenha chegado ao país como refugiado não procedem e que não há indícios de como ele chegou à Alemanha. O ministro contou ainda que um documento escrito em pashto, uma das línguas usadas no Afeganistão, encontrado no quarto do jovem indicava que ele se "auto-radicalizou".

Um bilhete de despedida também teria sido encontrado no apartamento e teria sido escrito como um "adeus ao seu pai" e um encorajamento para que os muçulmanos defendam sua religião.

A Alemanha é um dos 66 países participantes da coalizão militar liderada pelos EUA que tem lutado contra o Estado Islâmico no Iraque e na Síria, de acordo com o Departamento de Estado dos EUA. 

* Com informações da Ansa e Estadão Conteúdo

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