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Eddie Justice está entre os mortos do tiroteio na boate LGBT Pulse; antes de morrer, ele pediu à mãe que chamasse a polícia

O Dia

Mina Justice, mãe da vítima, conversou com o filho por mensagens pouco antes dele morrer
Facebook/Reprodução
Mina Justice, mãe da vítima, conversou com o filho por mensagens pouco antes dele morrer


Minutos antes do massacre na boate Pulse, em Orlando, a mãe de uma das vítimas recebeu mensagens do filho, que estava no local, dizendo que ia morrer. Mina Justice estava dormindo quando recebeu o primeiro sinal de Eddie Jamoldroy Justice, de 30 anos, que teve sua morte confirmada pela prefeitura de Orlando no final da noite de domingo (12).

"Mamãe eu te amo", dizia a primeira mensagem, recebida às 02:06. “Na boate onde houve o disparo”, escreve ele em seguida, indicando seu paradeiro. Mina Justice tentou ligar para seu filho, mas não teve resposta. Às 2:07, ele escreveu: “Preso no ​​banheiro”. Ela perguntou o nome da boate e ele respondeu “Pulse... Chame a polícia”. Às 2:08, ele escreveu: “Eu vou morrer”.

Após ler a mensagem, Mina ligou para a polícia e enviou várias mensagens a Eddie, na expectativa de que ele as respondesse. Às 02:39 ele respondeu: “Chame eles mãe. Agora. Ele está vindo. Eu vou morrer”, apelou o jovem.

Mina pediu, mais uma vez, que o filho respondesse. Então, às 2:49, Eddie escreveu que ainda estava escondido no banheiro, e completou: “Eles (os policiais) precisam vir nos resgatar". A mãe informou que a polícia já estava lá e o jovem relatou, na mensagem, que “Ele (o atirador Omar Saddiqui Mateen) está com a gente". Ao perguntar se o terrorista estava no banheiro com os reféns, Mina recebeu a última mensagem do filho, que confirmava: “Sim”.

Eddie Jamoldroy Justice foi um dos frequentadores que ficou preso no banheiro com o atirador
Facebook/Reprodução
Eddie Jamoldroy Justice foi um dos frequentadores que ficou preso no banheiro com o atirador

O ataque, de autoria do Estado Islâmico, deixou 50 mortos e 53 feridos dentro da boate LGBT Pulse, em Orlando, na Flórida. Até o momento, 48 vítimas foram identificadas – dentre elas, Eddie.

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