Durante transmissão oficial da rádio Albayan, EI afirmou que atentado foi feito por "um dos soldados do califado" nos EUA

Reuters

Policiais retiram corpos de uma das 49 vítimas de ataque contra uma boate LGBT na Flórida
Jim Young/Reuters
Policiais retiram corpos de uma das 49 vítimas de ataque contra uma boate LGBT na Flórida


O Estado Islâmico (EI) reivindicou nesta segunda-feira a responsabilidade pelo ataque a tiros que deixou ao menos 50 mortos em uma boate gay em Orlando, na Flórida, em transmissão oficial na rádio Albayan.

"Um dos soldados do califado na América realizou uma invasão de segurança onde conseguiu entrar em um encontro cruzado em uma casa noturna para homossexuais em Orlando, Flórida... onde ele matou e feriu mais de uma centena antes de ser morto", informou o grupo na transmissão.

Grupo já havia assumido ataque

Na madrugada de sábado (11), um homem armado, identificado como Omar Mateen, abriu fogo na casa noturna Pulse, voltada ao público LGBT, na cidade de Orlando. O tiroteio deixou 49 vítimas e outras 53 pessoas feridas.

A Polícia investiga as relações de Mateen com o EI e a possível motivação homofóbica no crime. Em entrevista a NBC News, Sediqque Mateen, pai do atirador, declarou que o filho tinha "ódio" de gays e havia ficado muito bravo meses antes, quando viu dois homens se beijando em Miami.

A organização terrorista já havia declarado responsabilidade sobre o ataque no último domingo (12), através da agência de notícias Amaq. "O ataque armado contra uma boate gay na cidade de Orlando no Estado norte-americano da Flórida que deixou mais de 100 pessoas mortas ou feridas foi realizado por um combatente do Estado Islâmico", declarou a agência, em nota.

O FBI diz que o homem de 29 anos morto pela polícia aparentemente "tinha inclinação" para a ideologia islâmica radical, embora ainda não esteja claro se o ataque terrorista esteve ligado à ação de algum grupo estrangeiro.

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