Oposição da Venezuela rejeita decreto de “emergência” e pede saída de Maduro

Congresso rechaçou dar poderes especiais para presidente, que diz ser questão de tempo para parlamento "desaparecer"
Foto: Fabio Pozzebom/Agência Brasil
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, tem defendido que EUA tramam 'golpe' contra ele


Líderes da oposição ao governo da Venezuela rejeitaram no Congresso o “estado de emergência” de 60 dias declarado pelo presidente Nicolás Maduro. O principal nome do movimento oposicionista, Henrique Capriles, chamou o movimento de “inconstitucional”, alegando que o presidente agiu unilateralmente, e pediu à população venezuelana que rejeite o decreto.

Maduro decretou no fim de semana a situação de emergência, o que lhe conferiu poderes para intervir na economia, argumentando a necessidade de proteger “soberania nacional”. O afiliado político de Hugo Chávez afirmou na ocasião que as novas prerrogativas eram importantes para proteger o país da intromissão dos Estados Unidos, a quem acusou, em abril, de pressionar por um “golpe de Estado” no país.

Já Capriles, que se candidatou à presidência da Venezuela, é esperado para liderar a marcha marcada para esta quarta-feira (18) pelas ruas de Caracas para apoiar a proposta do referendo que pode revogar o mandato de Maduro. A oposição apresentou uma petição com assinaturas para autorizar uma medida mais ampla questionando a permanência do atual presidente no poder.

Em entrevista, Maduro afirmou que o Congresso, onde a maioria dos parlamentares é de oposição ao seu governo, perdeu a “legitimidade”. “Não espero nada de bom do Congresso. É uma questão de tempo para ele desaparecer porque não representa o nosso interesse nacional”, declarou.

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