Venezuela oficializa "estado de exceção" e aumenta poderes do presidente

Nicolás Maduro declarou que medida ocorreria para que ele tivesse "poder suficiente" contra golpe externo; Parlamento Europeu afirma que o país é "problema de direitos humanos"
Foto: Marcos Oliveira/ Agência Senado
Em abril, presidente da Venezuela afirmou que os EUA estão 'desesperados' por golpe no país


Após uma sinalização anterior, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, declarou oficialmente que o país está em estado “de exceção e de emergência econômica”, uma medida com a qual o governo pretende combater a oposição à administração atual.

O decreto, publicado no Diário do Governo na segunda-feira (16), afirma que a postura se deve às “circunstâncias de ordem social, econômica, política, natural e ecológica”, que afetam, gravemente, a “economia nacional, a ordem constitucional, a paz social e a segurança da nação”. O documento também aumenta os poderes do governo sobre áreas como a segurança, a distribuição de alimentos e a energia.

Maduro havia anunciado a decisão de declarar o estado de emergência para ter “poder suficiente” e fazer frente a um suposto golpe de Estado que ele alega que estaria sendo planejado no exterior na última sexta-feira (13). Em abril, o governante acusou que os Estados Unidos pressionam por sua deposição.

“Problema de direitos humanos”
Vice-presidente do Parlamento Europeu e responsável pelas relações do órgão com a América Latina, o italiano António Tajani declarou, nesta terça-feira, que a Venezuela representa "um problema de direitos humanos" que a União Europeia deve abordar.

Foto: Divulgação
Para deputado italiano, oposicionistas detidos na Venezuela são presos políticos do governo

"Na Venezuela, falta democracia. Não se pode fazer oposição a partir da prisão. Nem se pode ser empresário a partir da prisão. O respeito pelos direitos humanos, para nós, é uma prioridade", atacou.

Tajani, que participa da Assembleia Parlamentar Euro-Latino-americana, no Congresso português, criticou as ações políticas de Maduro, especialmente o encarceramento de membros da oposição e de empresários contrários ao regime bolivariano.

"Não se pode reagir como fez o presidente Maduro e mandar opositores para a prisão. Estão sendo presos políticos e empresários por não estarem a favor do presidente Maduro."

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