Ataques perpetrados no horário de pico em uma estação de metrô e no aeroporto internacional deixaram 31 mortos

Estadão Conteúdo

Criança homenageia vítimas dos atentados de Bruxelas, neste sábado, na Place de la Bourse
Christian Hartmann/Reuters - 26.03.2016
Criança homenageia vítimas dos atentados de Bruxelas, neste sábado, na Place de la Bourse

Promotores anunciaram, neste sábado (26), que acusaram três homens de ações terroristas durante os ataques suicidas no Aeroporto Internacional de Bruxelas e no metrô da capital belga, ocorridos na última terça-feira (22). Um homem identificado como Faycal C., que foi preso na quinta, foi acusado de "envolvimento em um grupo terrorista, assassinato terrorista e tentativa de assassinato terrorista".

A imprensa belga diz que ele é Faycal Cheffou, o homem de roupas claras e chapéu que aparece em um vídeo de segurança com outros dois homens-bomba no Aeroporto de Bruxelas. Cheffou é descrito como um ativista local conhecido da polícia por tentar levar requerentes de asilo e pessoas desabrigadas ao radicalismo islâmico. Os promotores não confirmaram as informações. 

Dois outros suspeitos detidos no mesmo dia, identificados como Raba N. e Aboubakar A., foram acusados de "envolvimento em atividades de grupo terrorista". Além deles, um homem chamado Abderamane A. que foi levado em custódia na sexta-feira (25), depois de ser baleado pela polícia em uma parada de bonde, é mantido preso por pelo menos mais 24 horas.

Jovens prestam homenagem às vítimas do ataque ocorrido meses após massacre em Paris
Geert Vanden Wijngaert/Associated Press/Estadão Conteúdo - 26.03.2016
Jovens prestam homenagem às vítimas do ataque ocorrido meses após massacre em Paris

Os ataques suicidas durante o pico de viagens da manhã no Aeroporto de Bruxelas e em uma estação de metrô da cidade mataram 31 pessoas, confirmaram as autoridades neste sábado. O número, no entanto, pode aumentar uma vez que algumas partes de corpos ainda não foram identificadas.

O procurador Ine Van Wymersch disse que 24 das vítimas já foram identificadas e que 11 delas eram estrangeiras. Entre elas está Andre Adam, ex-embaixador da Bélgica para os EUA e um médico que serviu no Afeganistão.

Dos 270 feridos, 93 estão sendo tratados em um hospital militar de Bruxelas. Um médico afirmou neste sábado que 15 pessoas estão em uma unidade de queimaduras sérias, cinco delas em tratamento intensivo.

Dr. Serge Jennes, que tratou ferimentos similares durante seu serviço militar em Kandahar, no sul do Afeganistão, contou que ele e seus colegas ficaram chocados ao ver tanta violência contra mulheres e crianças. "Eu nunca vi isso antes em meus 20 anos no centro para queimados", lamentou.

Em um sinal das tensões na capital belga e no trabalho dos serviços de segurança pelo país, o ministro do Interior, Jan Jambon, pediu que não se realizasse uma marcha em Bruxelas em solidariedade às vítimas. Os organizadores rapidamente atenderam o pedido, postergando a manifestação.

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