Grupo extremista usou gás de mostarda para atacar cidades de Kirkuk e Taza; vítimas apresentam queimaduras e desidratação

Forças especiais dos EUA já haviam capturado chefe do EI tentando produzir armas químicas
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Forças especiais dos EUA já haviam capturado chefe do EI tentando produzir armas químicas

Oficiais do governo iraquiano confirmaram que o grupo terrorista Estado Islâmico (EI) realizou dois ataques químicos próximos à cidade de Kirkuk, no norte do país, na madrugada deste sábado (12). Uma menina de 3 anos morreu, outras 600 pessoas ficaram feridas e centenas fugiram.

Autoridades dizem que o segundo ataque ocorreu na pequena cidade de Taza, que já havia passado pelo mesmo há três dias. Enfermeira do hospital local, Helmi Hamdi afirmou que as vítimas apresentam queimaduras, falta de ar e desidratação. Oito pacientes já foram transferidos para Bagdá, capital do país.

"Há medo e pânico entre as mulheres e crianças", disse Adel Hussein, um funcionário da cidade. "Todos estão ligando para o governo para salvá-los." Segundo ele, uma equipe chegou à região para testar a presença de agentes químicos. A coalizão liderada pelos Estados Unidos explicou à repórter que os produtos usados seriam cloro e gás mostarda. 

Em fevereiro, forças especiais norte-americanas capturaram o comandante do grupo extremista, no norte do Iraque, que tentava desenvolver armas químicas para uma ataque.

*Com Estadão Conteúdo 

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