Turquia cobra quase R$ 12 bilhões da União Europeia por crise de refugiados

Em cúpula com países do bloco, presidente Recep Erdogan enfatiza que seu país salvou "quase 100 mil refugiados"
Foto: Presidência da República da Turquia/Fotos Públicas
Presidente Recep Tayyip Erdogan lembrou que seu país 'salvou quase 100 mil refugiados'


Durante a cúpula extraordinária entre a Turquia e os membros da União Europeia (UE), em Bruxelas, sobre a questão da crise imigratória, o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, lembrou que seu país "salvou quase 100 mil refugiados" e que espera receber os US$ 3 bilhões (cerca de R$ 12,5 bilhões) "prometidos quatro meses atrás".

Erdogan ainda disse esperar deixar Bruxelas com os fundos prometidos, acusando, mais uma vez, os países ocidentais de indiferença "com as mulheres e crianças morrendo no mar", as "vítimas do massacre de Bashar al-Assad [na Síria]" e os árabes e "nossos irmãos, que estão sendo bombardeados pelos russos".

Além do aumento de financiamento, Ancara pede um acesso mais rápido aos vistos previstos no Tratado de Schengen, que permite a livre circulação pelo bloco, para os cidadãos turcos e a aceleração no seu pedido de adesão à UE.

Fontes do Conselho Europeu disseram ao jornal "Financial Times" que o premier turco, Ahmet Davutoglu, mudou as propostas da cúpula durante um almoço informal.
Davutoglu expressou novas ideias, que vão além dos acordos feitos com o presidente do organismo, Donald Tusk, em reunião realizada na última quinta-feira (3). Isso implicaria em uma "mudança de programa" hoje.

Áustria

O chanceler austríaco, Werner Faymann, disse nesta segunda-feira (7) que seu país "vai fechar todas as rotas de imigração, inclusive a dos Bálcãs". "Os responsáveis pelo tráfico humano não devem ter nenhuma oportunidade", acrescentou, ao chegar em Bruxelas para a reunião

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