Iranianos vão às urnas pela primeira vez após o anúncio do acordo nuclear

Por Estadão Conteúdo |

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Eleição escolherá integrantes do Parlamento e da Assembleia dos Especialistas que nomeaiam e até retiram o líder supremo

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Presidente do Irã, Hassan Rouhani, votando na eleição parlamentar em Teerã
ASSOCIATED PRESS/ASSOCIATED PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
Presidente do Irã, Hassan Rouhani, votando na eleição parlamentar em Teerã


Cidadãos do Irã começaram ir às urnas nesta sexta-feira (26) para escolher o Parlamento e a Assembleia dos Especialistas, que são os responsáveis por nomear e até mesmo retirar o líder supremo –  o clérigo xiita sênior Aiatolá Ali Khamenei – , nas primeiras eleições desde que acordo com as potências mundiais sobre o programa nuclear e a suspensão das sanções.

A votação é vista como um referendo sobre as políticas do presidente conservador, Hassan Rouhani, que optou por restringir as atividades nucleares em troca da suspensão das sanções internacionais. Esta também é a primeira votação nacional desde que Rouhani foi eleito em 2013 com a promessa de impulsionar a economia, melhorar os laços com os países e aliviar as restrições sociais.

Iranianas votam na eleição parlamentar em Teerã; quase 55 milhões de pessoas têm direito a voto
VAHID SALEMI/ASSOCIATED PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
Iranianas votam na eleição parlamentar em Teerã; quase 55 milhões de pessoas têm direito a voto


De acordo com o ministério do Interior, 4.844 candidatos disputam os 290 assentos da câmara e 88 vagas para a Assembleia dos Especialistas. Cerca de 10% dos candidatos são mulheres. Quase 55 milhões de iranianos têm direito a voto. Na votação do Parlamento, reformistas buscam maiores mudanças democráticas, enquanto os conservadores que apoiam Rouhani são mais linha-dura contra aos que se opõem ao acordo nuclear e aberturas com o Ocidente.

É improvável que a votação mude o curso do Irã sobre as principais políticas independentes, mas uma vitória por reformistas e conservadores dará a Rouhani um apoio às necessidades como tentar reparar a economia e avançar em direção a laços mais estreitos com os EUA.

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