Barack Obama aprova novas sanções contra Coreia do Norte

Por Ansa | - Atualizada às

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Medida foi tomada depois de novos testes nucleares e do lançamento de um satélite por foguete de longo alcance

Já aprovada pelo Congresso, medida é ainda mais dura do que a autorizada no mês passado
Reprodução/ White House
Já aprovada pelo Congresso, medida é ainda mais dura do que a autorizada no mês passado


Após novas ameaças de Pyogyang que complicam ainda mais a já aguda crise na Península da Coreia, o presidente Barack Obama aprovou novas sanções contra a Coreia do Norte, na quinta-feira (18). 

A medida foi tomada pouco mais de um mês depois de o regime de Kim Jong Un anunciar um bem-sucedido teste nuclear com uma suposta bomba de hidrogênio – não confirmada pelas autoridades norte-americanas – e na semana seguinte ao lançamento de um satélite por meio de um foguete de longo alcance, considerado uma "provocação" norte-corena. 

A norma, que já passou pela aprovação do Congresso, é ainda mais dura do que a autorizada pela Câmara dos Representantes no mês passado. As novas sanções têm como objetivo limitar a capacidade de Pyongyang de obter os fundos necessários para desenvolver seu programa nuclear e seu sistema de lançamento de mísseis.

Aliada da Coreia do Norte, a China expressou preocupação com as medidas, temendo que afetem ainda mais a já combalida economia do país. "Acreditamos que é impossível resolver quaisquer questões de tensão com medidas simples de sanção ou pressões", apontou o representante da Chancelaria de Pequim, Hong Kei.

Na quarta-feira (17), o jornal oficial do Partido Comunista da China alertou para os riscos de uma possível guerra na Península Coreana, apoiando as sanções contra a Coreia do Norte e a destruição de seu arsenal nuclear.

De acordo com a publicação, a China deve "apoiar firmemente" sanções "mais restritas" contra a Coreia do Norte – aprovadas pelo Conselho de Segurança da ONU – e contribuir para a destruição da "capacidade de desenvolvimento nuclear" do país.

Ainda na quarta-feira, os EUA enviaram quatro caças F-22 Raptor para a Coreia do Sul, em uma demonstração de força para o vizinho do Norte.

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