Prefeitura é invadida, saqueada e incendiada na Bolívia; 6 funcionários morrem

Por Ansa | - Atualizada às

compartilhe

Tamanho do texto

Mortes em El Alto aumentam tensão no país dias antes de referendo que pode permitir a Evo seguir no poder até 2025

Chamas tomam conta do edifício do governo municipal comandado pela oposição a Evo Morales
Twitter/Reprodução
Chamas tomam conta do edifício do governo municipal comandado pela oposição a Evo Morales

Ao menos seis pessoas morreram asfixiadas e outras 28 ficaram feridas após manifestantes invadirem, saquearem e incendiarem o prédio da Prefeitura de El Alto, localizada ao lado da capital La Paz, na noite de quarta-feira (17).

O incêndio começou durante um protesto que pedia por melhorias na educação e por mais professores no município, governado por opositores de Evo Morales. Segundo informações, sindicalistas se uniram a pais de alunos que participavam do ato.

A diretora do Hospital Holandes, para onde as vítimas foram levadas, Polonia Pinto, disse que a causa das mortes foi envenenamento por gás carbônico.
O ministro do Interior, Carlos Romero, explicou que os funcionários ficaram presos em um banheiro enquanto tentavam fugir do edifício.

As mortes aumentam a tensão na Bolívia, onde, no próximo domingo (21), será realizado um referendo sobre uma reforma constitucional para decidir se Morales, no poder desde 2006, poderá ou não voltar a se candidatar ao cargo.

O presidente, que fez campanha nas proximidades do local na quarta-feira, em um bairro rico da periferia de La Paz, disse em comunicado que "lamenta as mortes de irmãos e irmãs" e que uma investigação será estabelecida.

A prefeita de El Alto, Soledad Chapeton, por sua vez, questionou o motivo pelo qual a Polícia não apareceu para conter o tumulto. Ela afirmou acreditar que aliados de Morales atearam fogo ao prédio para dar fim a documentos incriminadores.

Morales está no poder desde 2006 e já cumpriu, tecnicamente, três mandatos após outra mudança constitucional – já que o primeiro teve apenas quatro anos de duração. Caso a medida não seja aprovada, ele deve ficar no Poder até janeiro de 2020. Se for, ele poderá se manter até 2025 na Presidência.

O presidente da Bolívia, Evo Morales, que chefia Poder Executivo do país andino desde 2006
José Lirauze/ABI/Fotos Públicas
O presidente da Bolívia, Evo Morales, que chefia Poder Executivo do país andino desde 2006


Leia tudo sobre: bolíviael alto

compartilhe

Tamanho do texto

notícias relacionadas