Jornal comunista chinês alerta para risco de guerra na Coreia

Por Agência Lusa |

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"China deve se preparar para o pior na Península Coreana", diz publicação chinesa, que pede sanções à Coreia do Norte

Kim Jong-un, líder da Coreia do Norte: país deve sofrer sanções ainda mais restritas da China
KCNA/Sputnik
Kim Jong-un, líder da Coreia do Norte: país deve sofrer sanções ainda mais restritas da China

Um jornal oficial do Partido Comunista da China alertou, nesta quarta-feira (17), para os riscos de uma possível guerra na Península Coreana, apoiando as sanções contra a Coreia do Norte e a destruição de seu arsenal nuclear.

Em editorial, o "Global Times" aconselha a China a colocar mais "mísseis" no noroeste da Ásia caso a Coreia do Sul instale em seu território o sistema antimísseis norte-americano THAAD, que, na opinião do jornal, tem como verdadeiro alvo a China.

"A China pode tomar como referência a reação da Rússia aos países do leste da Europa que instalaram o sistema antimísseis dos EUA", sugere o jornal, em um artigo intitulado "A China deve se preparar para o pior na Península Coreana".

Para o periódico, o país deve "apoiar firmemente" sanções "mais restritas" contra a Coreia do Norte – aprovadas pelo Conselho de Segurança da ONU – e contribuir para a destruição da "capacidade de desenvolvimento nuclear" do país.

O editorial acrescenta que, em caso de guerra, a China não terá "obrigações morais" no conflito, visto que os envolvidos "não seguiram os seus conselhos".

A China é o aliado mais importante da Coreia do Norte e seu maior parceiro comercial. Até há pouco tempo, as relações entre os dois países eram descritas como "muito próximas".

Caças americanos
Os EUA enviaram quatro caças F-22 Raptor para a Coreia do Sul, em uma nova demonstração de força contra a Coreia do Norte, que no início de janeiro realizou um teste com uma suposta bomba de hidrogênio, deixando o clima na região 

Os caças de quinta geração, que podem ficar indetectáveis a radares, voaram a baixa altitude sobre a base aérea de Osan, a aproximadamente 55 quilômetros a sul de Seul, pouco depois de serem enviados para o país asiático, informou a agência de notícias coreana Yonhap.

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