Obama e Putin devem cooperar para cessar-fogo na Síria

Por Ansa |

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Presidentes conversaram por telefone, segundo a agência Interfax

Obama e Putin conversaram por telefone sobre o acordo assinado no último dia 12 pelo International Syria Support Group (ISSG), na Alemanha
The Presidential Press and Information Office
Obama e Putin conversaram por telefone sobre o acordo assinado no último dia 12 pelo International Syria Support Group (ISSG), na Alemanha

O presidente russo, Vladimir Putin, e o norte-americano, Barack Obama, concordaram em intensificar a cooperação entre as agências de inteligência e segurança dos dois países para permitir a implementação do acordo de cessar-fogo na Síria, informou neste domingo (14) a agência de notícias russa Interfax.

Obama e Putin conversaram por telefone sobre o acordo assinado no último dia 12 pelo International Syria Support Group (ISSG), na Alemanha.

O tratado prevê o início de um cessar-fogo dentro de sete dias, como o primeiro passo para o fim da guerra civil na Síria, iniciada em 2011, na Primavera Árabe, para derrubar o regime do ditador Bashar al-Assad.

Apesar da assinatura do acordo, no fim de semana alguns representantes de países europeus demonstraram ceticismo em relação ao papel da Rússia, acusada pelo Ocidente de atacar civis e rebeldes com o consentimento de Damasco para fortalecer o regime de Assad. Os envolvidos na assinatura do acordo fizeram apelos para que Moscou suspenda seus bombardeios para que o cessar-fogo vigore.

O acordo foi assinado por 17 países do ISSG, em Munique. Além do fim das hostilidades, prêve o acesso imediato a ajuda humanitária em zonas abaladas pelos confrontos na Síria. O texto, no entanto, não recai sobre as operações contra grupos terroristas, como o Estado Islâmico (EI, ex-Isis), e limita-se às tensões entre o governo e os rebeldes.

Para a alta representante de política externa da União Europeia, a italiana Federica Mogherini, não existe "uma solução puramente militar" para a crise síria, que já provocou a morte de 11,5% da população e o êxodo de 50%.

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