Potências mundiais chegam a acordo sobre cessar-fogo na Síria

Por BBC |

compartilhe

Tamanho do texto

O chanceler da Rússia, Sergey Lavrov e o secretário de Estado dos EUA, John Kerry anunciaram plano que prevê o fim gradual de hostilidades e ajuda humanitária imediata

BBC

Potências mundiais reunidas na Alemanha chegaram a um acordo para implementar um cessar-fogo nacional na Síria, segundo o secretário de Estado americano John Kerry.

O cessar-fogo não se estende porém à luta contra grupos islâmicos jihadistas como o autoproclamado Estado Islâmico e a Frente al-Nusra.

Ele também afirmou que as potências concordaram em acelerar a expansão da ajuda humanitária no país.

Leia também: Combates em Aleppo provocam nova onda de refugiados rumo à Turquia

O anúncio ocorre no momento em que o Exército sírio avança sobre a província de Aleppo, com apoio aéreo da Rússia.

Esse movimento de tropas governamentais poderia cercar dezenas de milhares de civis em áreas controladas por rebeldes nos arredores da cidade de Aleppo.

Plano ambicioso

Kerry afirmou que o plano é "ambicioso" e disse que o maior desafio do acordo é fazer com que as partes honrem tudo o que foi discutido.

"O que temos aqui são palavras no papel, o que precisamos ver nos próximos dias são ações no terreno", disse o secretário de Estado americano.

Uma força-tarefa da ONU deve ser organizada para fornecer apoio humanitário para todos os lados beligerantes.

Leia também: Em limbo regulatório, mosquito transgênico avança no Brasil

Kerry fez o anúncio ao lado do chanceler da Rússia Sergei Lavrov e do enviado especial da ONU para a Síria, Staffan de Mistura.

Lavrov disse que há "razões para acreditar que fizemos um belo trabalho hoje".

Durante o anúncio à imprensa, Kerry sugeriu que as forças russas estão atacando posições rebeldes e não terroristas, como insiste Moscou.

Leia também: Em 6 pontos: A descoberta que confirma teoria de Einstein e muda modo como vemos Universo

Os dois concordaram que negociações de paz envolvendo rebeldes e o governo da Síria devem recomeçar o mais cedo possível.

Leia tudo sobre: SíriaconflitoEstados UnidosRússia

compartilhe

Tamanho do texto

notícias relacionadas