Após declarar fim do surto de ebola, Serra Leoa isola mais de 100 pessoas

Por Ansa |

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Fim da epidemia de ebola na África Ocidental foi anunciado em 15 de janeiro; morte de jovem que pode ter contaminado mais de 100 pessoas ocorreu no dia seguinte ao anúncio da OMS

Após declarar o fim da epidemia de ebola, as autoridades de Serra Leoa informaram que mais de 100 pessoas foram colocadas em isolamento por terem feito contato com uma jovem de 22 anos que morreu da doença na semana passada.

O enterro é uma prática que contribuiu para a rápida propagação do vírus. No enterro da jovem que morreu na última semana, o corpo foi carregado por cinco pessoas
Martine Perret/UN - 24.12.2014
O enterro é uma prática que contribuiu para a rápida propagação do vírus. No enterro da jovem que morreu na última semana, o corpo foi carregado por cinco pessoas

O Ministério da Saúde e a pasta de Segurança Nacional do país informaram em um comunicado que 109 pessoas estão em quarentena, sendo 28 consideradas de alto risco de contaminação.

Ainda de acordo com os órgãos oficiais, a jovem Mariatu Jalloh, 22 anos, morava com outras 22 pessoas e não foi colocada em isolamento assim que os sintomas da doença apareceram. Após morrer, seu corpo ainda foi carregado por cinco pessoas até o lugar de enterro - uma prática que foi uma das maiores responsáveis pela rápida transmissão do vírus.

Como Jalloh contraiu ebola ainda não está claro, mas sabe-se que ela fez uma viagem até a região da tríplice fronteira com a Libéria e Guiné - outros dois países fortemente atingidos pela epidemia. O Ministério da Saúde informou que "uma investigação de casos ativos continua em quatro distritos para onde se sabe que a jovem viajou".

A confirmação da morte de Jalloh ocorreu exatamente um dia após a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarar o fim da epidemia de ebola na África Ocidental, no dia 15 de janeiro. Após mais de dois anos de surto, 11.315 pessoas morreram da doença e 26.637 foram infectadas por ela.

Serra Leoa havia declarado o fim do surto no dia 7 de novembro de 2015, enquanto Guiné tinha feito o comunicado no dia 29 de dezembro e a Libéria no último dia 14. Para declarar o fim da transmissão, a OMS aguarda cerca de 40 dias após o último paciente ter sido tratado pela doença, pois período é considerado ideal para garantir que o vírus não sobreviva.

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