Crimes cometidos por idosos aumentam na Coreia do Sul

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Quase metade da população acima de 65 anos do país é pobre

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Crimes cometidos por idosos têm crescido mais rapidamente que população dessa faixa
Divulgação/Fotos Públicas - 1.4.14
Crimes cometidos por idosos têm crescido mais rapidamente que população dessa faixa

Coreia do Sul vem assistindo a um aumento no número de crimes cometidos por idosos.

Estatísticas oficiais divulgadas recentemente pela polícia revelam que crimes violentos realizados por sul-coreanos de 65 ou mais cresceram quase 40% entre 2011 e 2013, informou o jornal Korean Times.

A taxa de crimes cometidos por idosos também vêm aumentando a um ritmo mais rápido do que o crescimento dessa população.

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Enquanto a população de sul-coreanos acima de 65 anos cresceu 9,6% no período, o número de delitos perpetrados por pessoas dessa faixa etária aumentou 12%.

Os números surpreendem porque a criminalidade permaneceu igual ou caiu entre outros grupos etários, acrescentou o jornal.

"A maior razão por trás do aumento de crimes cometidos por idosos é que ninguém se importa com eles", afirmou Lee Soo-jung, professor de psicologia criminal, ao site de notícias Korea Observer. "Expandir os programas de bem-estar social a essa camada da população e considerar a idade como um fator importante para a distribuição de benefícios ajudará a evitar os crimes realizados pelos idosos".

Segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), 49% dos sul-coreanos acima de 65 anos vivem em pobreza relativa (quando um indivíduo ou família tem o mínimo necessário para subsistir).

Em seu editorial, o jornal Korea Times disse que o governo deveria ter se antecipado ao problema do crescimento dos crimes cometidos por idosos, já que as mudanças demográficas são previstas no país.

Nos últimos anos, o governo sul-coreano vem tentando encontrar formas de incentivar a baixa taxa de natalidade do país.

Na capital Seul, pela primeira vez, a população de idosos ultrapassou a de crianças, e as estatísticas mostram que mais de 250 mil pessoas acima de 65 anos vivem hoje sozinhas.

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