"Matei Abu Hassan e o Estado Islâmico me capturou", diz o rapaz, que seria um espião sírio da cidade de Al-Qaryatayn

Um prisioneiro do Estado Islâmico teria sido obrigado a cavar sua própria cova antes de ser decapitado. O grupo terrorista divulgou um vídeo em que o rapaz, um suposto espião sírio, aparece cavando e, posteriormente, é colocado de joelhos por seu carrasco.

Prisioneiro sírio confessa atos em vídeo do Estado Islâmico
Reprodução
Prisioneiro sírio confessa atos em vídeo do Estado Islâmico
Rapaz é obrigado a cavar sua própria cova
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Rapaz é obrigado a cavar sua própria cova

"Matei Abu Hassan e o Estado Islâmico me capturou", diz o rapaz, que seria da cidade síria de Al-Qaryatayn. Com o rosto machucado, ele admite seus atos como espião.

Prisioneiro de joelhos antes da execução
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Prisioneiro de joelhos antes da execução

Na sequência, enquanto o prisioneiro cava um buraco, uma caminhonete branca com a bandeira do Estado Islâmico se aproxima. Há um corte de cena e o rapaz já aparece ajoelhado.

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Mortes na Síria

O Estado Islâmico executou pelo menos 464 pessoas no último mês na Síria, o que eleva para 2.618 o número de pessoas mortas desde a autoproclamação do califado, em junho de 2014.

O Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH) divulgou nesta quinta-feira (28), por meio de comunicado, que a contagem é recente – entre 28 de abril e 28 de maio deste ano, sendo que metade das vítimas morreram na cidade de Palmira.

Entre os mortos há 149 civis, dos quais 14 são menores de idade e 13 são mulheres e 67 morreram em Palmira, antiga cidade na Síria central localizada num oásis a cerca de 210 quilômetros a nordeste de Damasco.

Dados das autoridades sírias mostram um número maior de mortes e asseguram que o grupo radical decapitou pelo menos 400 pessoas, a maioria crianças, mulheres e idosos, em Palmira desde 20 de maio, data em que o grupo terrorista dominou a cidade.

A maioria dos executados – 296 no total – são do Exército sírio e de milícias aliadas, enquanto o restante são combatentes rebeldes rivais do Estado Islâmico.

Há uma semana, o observatório indicou que o grupo controlava mais de 50% do território sírio, o equivalente a 95 mil quilômetros quadrados, após recentes avanços na província central de Homs, onde se encontra Palmira.

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