No último dia 22 de maio, o grupo guerrilheiro anunciou o fim da trégua unilateral que havia iniciado em dezembro passado

As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) comemoram nesta quarta-feira (27) seu 51º aniversário, em meio a uma escalada na tensão com o governo de Bogotá.

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Ivan Marquez, negociador-chefe das FARC, centro, fala aos jornalistas em Cuba (Arquivo)
AP
Ivan Marquez, negociador-chefe das FARC, centro, fala aos jornalistas em Cuba (Arquivo)

No último dia 22 de maio, o grupo guerrilheiro anunciou o fim da trégua unilateral que havia iniciado em dezembro passado para ajudar o processo de paz. A medida foi tomada após a morte de mais de 20 combatentes em um bombardeio colombiano no departamento de Cauca, sul do país.

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Segundo o presidente Juan Manuel Santos, a operação foi um ato de "legítima defesa". No entanto, ainda assim, as negociações entre os dois lados prosseguem em Havana, capital de Cuba, embora cercadas de hostilidades.

Nesta quarta, as Farc acusaram o Exército da Colômbia de "assassinar" um ex-integrante de sua delegação de paz na ilha, Jairo Martínez, que, de acordo com a guerrilha, fazia trabalhos pedagógicos em um acampamento quando foi atingido em um bombardeio.

Em um comunicado oficial lido antes de recomeçarem as negociações em Havana, o grupo ainda anunciou que 40 de seus membros morreram nos últimos dias em ataques aéreos de Bogotá.

"Queremos afirmar de maneira enfática que o governo Santos se equivoca ao pensar que, com corpos destroçados e o sangue de nossos companheiros, vai nos impor uma justiça que não persegue a responsabilidade dos poderosos", diz a nota.

Na mensagem, as Farc também fizeram um "chamado à restauração da confiança perdida e à necessidade de voltar a encontrar os caminhos para uma redução da guerra, pelo qual se começava a transitar".

Já o governo colombiano acusou a guerrilha de realizar três ataques com explosivos ao porto de Tumaco, no departamento de Nariño, fronteira com o Equador. As ações teriam deixado pelo menos cinco feridos.

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