Avanço do Estado Islâmico na Síria ameaça ave rara sob risco de extinção

Por BBC Brasil | - Atualizada às

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Apenas uma fêmea sobrevivente do íbis-eremita que vive em Palmira conhece rotas migratórias à África, dizem especialistas

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Uma espécie rara de ave estaria ameaçada pelo avanço do autodenominado "Estado Islâmico" sobre a cidade síria de Palmira, alertaram especialistas.

Apenas uma fêmea sobrevivente do íbis eremita conhece as rotas migratórias para a África, dizem especialistas
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Apenas uma fêmea sobrevivente do íbis eremita conhece as rotas migratórias para a África, dizem especialistas

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Os especialistas acreditavam que o íbis-eremita – Geronticus eremita, uma ave da mesma família dos guarás – estava extinto até descobrirem uma minúscula colônia perto de Palmira em 2002. Mas três pássaros que viviam em cativeiro foram abandonados na semana passada depois que seus cuidadores fugiram do "Estado Islâmico" ("EI").

Em busca de Zenóbia

As autoridades estão oferecendo uma recompensa de US$ 1 mil (cerca de R$ 3 mil) por informações sobre uma quarta ave.

Segundo a Sociedade de Proteção da Natureza no Líbano, a ave perdida, Zenóbia, é o único pássaro que conhece as rotas migratórias do íbis-eremita com destino à Etiópia.

Sem ela, outros pássaros em cativeiro não podem ser postos em liberdade e a ave poderia ser extinta na natureza, alertam os especialistas.

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"A guerra acaba, mas ninguém pode trazer de volta uma espécie extinta", disse à BBC o diretor da organização, Asaad Serhal.

Criança segura bazuca em cima de carro sob o olhar de militante do Estado Islâmico no Iraque. Foto: Reprodução/YoutubeCriança com arma de fogo em mãos participa de parada comemorativa do EI em cidade do Iraque  . Foto: Reprodução/YoutubeTerroristas exibem arsenal em cidade-chave do Iraque. Foto: Reprodução/YoutubeBandeiras do Estado Islâmico em cidade conquistada por eles no Iraque. Foto: Reprodução/YoutubeParte do armamento dos terroristas é exibida no Iraque. Foto: Reprodução/Youtube

Em 2002, sete íbis-eremitas foram descobertos perto de Palmira, um oásis sírio fundado há mais de 4 mil anos que também guarda relíquias arquitetônicas. Apesar dos esforços de proteção, o número caiu para quatro desde então. Este ano, apenas Zenóbia voltou ao ninho após a migração de inverno.

Os especialistas não sabem se os outros três pássaros que estavam sendo mantidos em cativeiro ainda estão vivos. A possível queda total de Palmira, apenas dias após o "EI" capturar a cidade iraquiana de Ramadi, elevou as preocupações na comunidade internacional.

A milícia tem destruído rastros de antigas civilizações em localidades que ocupa, desprezando seu passado pré-islâmico. Um dos alvos recentes foi a cidade de Nimrud, um dos maiores tesouros arqueológicos do Iraque.

As ruínas de Palmira são patrimônio mundial da Unesco, o braço das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura.

Localizada no meio do deserto e próxima a um oásis, Palmira contém as monumentais ruínas de uma cidade que foi um dos mais importantes centros culturais do mundo, segundo a Unesco.

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