Obama admite revés, mas diz que "guerra contra Estado Islâmico não está perdida"

Por Agência Brasil | - Atualizada às

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Terroristas avançaram sobre Ramadi e anunciaram conquista de Palmira. "Não estamos perdendo", disse presidente dos EUA

Agência Brasil

O presidente Barack Obama afirmou que a tomada da cidade iraquiana de Ramadi, pelo Estado Islâmico foi um "retrocesso tático", mas que a "guerra contra o grupo extremista não está perdida". O Estado Islâmico avançou sobre Ramadi e anunciou ter conquistado também a cidade histórica síria de Palmira.

Quinta: Terroristas do Estado Islâmico assumem controle da cidade síria de Palmira

"Não acho que estamos perdendo", disse na quinta-feira (21) o presidente em uma entrevista à revista The Atlantic, amplamente repercutida por outros veículos de comunicação nos Estados Unidos.

Milícias xiitas tentam recuperar Ramadi após conquista pelo Estado Islâmico
Ele admitiu que houve um revés das forças militares que atuam contra o Estado Islâmico na região, mas ponderou que a cidade de Ramadi era um ponto vulnerável da região. Desde agosto de 2014, a coligação liderada pelos Estados Unidos conseguiu atingir mais de 6 mil alvos do grupo extremista no Iraque e na Síria.

Kayla Mueller, refém norte-americana do Estado Islâmico, morreu na terça-feira (10 de fevereiro); segundo o grupo terrorista ela teria sido vítima de um bombardeio da Jordânia na Síria . Foto: APEstado Islâmico divulga vídeo onde suposto piloto jordaniano é queimado vivo em gaiola, no dia 3 de fevereiro. Foto: Reprodução/TwitterO jornalista japonês Kenji Goto foi morto pelos extremistas do Estado Islâmico no dia 30 de janeiro. Ele havia viajado para a Síria visando libertar o refém Yukawa. Foto: APImagem obtida por meio de vídeo do Estado Islâmico mostra o japonês Haruna Yukawa (à dir.), que foi decapitado em 24 de janeiro. Ele foi à Síria por ser fascinado por guerras. Foto: APO americano Peter Kassig foi identificado como o homem decapitado pelo Estado Islâmico em 16 de novembro de 2014. Ele era voluntário na Síria. Foto: ReutersNo dia 3 e outubro de 2014, o voluntário inglês Alan Henning foi decapitado pelos terroristas do Estado Islâmico. Foto: Reprodução/YoutubeVídeo mostra decapitação do refém britânico David Haines, que era voluntário na Síria e foi morto em 13 de setembro de 2014. Foto: ReutersImagem feita a partir de vídeo postado na internet pelo Estado Islâmico mostra jornalista americano Steven J. Sotloff antes de ser decapitado, no dia 2 de setembro de 2014. Foto: APInsurgentes do grupo jihadista Estado Islâmico divulgaram a decapitação do jornalista americano James Foley em 19 de agosto de 2014. Foto: Reprodução/Youtube

O Presidente norte-americano não enviou tropas para o Iraque, mas a queda de Ramadi levou alguns setores de oposição, especialmente Republicanos, e a imprensa a questionar a estratégia adotada por Obama.

Quarta: Terroristas do Estado Islâmico chegam a Palmira, região central da Síria

Na entrevista, ele afirmou que as forças de segurança iraquianas necessitam de mais formação. "O treinamento das forças de segurança no Iraque, os prédios militares e o sistema de comando e controle não estão sendo suficientemente rápidos na região”, acrescentou Obama.

A presença militar dos norte-americanos em momentos anteriores foi bastante criticada, mas as declarações de Obama e o retorno do debate sobre a decisão do presidente de não enviar tropas ocorrem no mesmo dia em que as Forças Armadas dos Estados Unidos reconheceram, pela primeira vez, a existência de vítimas civis dos bombardeamentos que fizeram no Iraque e na Síria.

Em comunicado divulgado nessa quinta-feira, o general norte-americano James Terry reconheceu que um ataque lançado em Harim,Síria, em novembro de 2014, acabou atingindo e matando duas crianças sírias. "Lamentamos essas mortes, apesar de não terem sido intencionais", afirmou o comunicado.

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