Terroristas do Estado Islâmico chegam a Palmira, região central da Síria

Por Ansa | - Atualizada às

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Segundo fontes locais, combates agora ocorrem nos arredores do aeroporto da cidade contra forças leais ao regime de Assad

O grupo jihadista Estado Islâmico (EI) assumiu o controle da parte moderna da histórica cidade de Palmira, região central da Síria, a poucos quilômetros de distância dos sítios arqueológicos transformados em Patrimônio Mundial pela Unesco.

Cerca de 200 jovens foram lutar na Síria vindos da Geórgia (Arquivo)
AP
Cerca de 200 jovens foram lutar na Síria vindos da Geórgia (Arquivo)

Além disso, os terroristas tomaram a prisão e o hospital do município, a sede da Prefeitura e a maior parte de seus bairros periféricos. Fontes locais informaram à ANSA que os combates acontecem agora nos arredores do aeroporto da cidade, ainda nas mãos de forças leais ao regime de Bashar al Assad.

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A própria emissora de TV estatal síria confirmou que membros do EI entraram em Palmira, que era considerada um dos locais mais fortificados do país. Por conta disso, o governo já começou a evacuar civis e muitas pessoas fugiram do município.

Para evitar novas destruições de patrimônios culturais, centenas de estátuas e objetos históricos foram tiradas dos sítios arqueológicos da região e levadas para outras localidades.

Situada 250 km a nordeste de Damasco, em pleno deserto, Palmira abriga ruínas de uma cidade que foi um dos mais importantes centros culturais da Antiguidade, mais especificamente entre os séculos I e II d.C.

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Kayla Mueller, refém norte-americana do Estado Islâmico, morreu na terça-feira (10 de fevereiro); segundo o grupo terrorista ela teria sido vítima de um bombardeio da Jordânia na Síria . Foto: APEstado Islâmico divulga vídeo onde suposto piloto jordaniano é queimado vivo em gaiola, no dia 3 de fevereiro. Foto: Reprodução/TwitterO jornalista japonês Kenji Goto foi morto pelos extremistas do Estado Islâmico no dia 30 de janeiro. Ele havia viajado para a Síria visando libertar o refém Yukawa. Foto: APImagem obtida por meio de vídeo do Estado Islâmico mostra o japonês Haruna Yukawa (à dir.), que foi decapitado em 24 de janeiro. Ele foi à Síria por ser fascinado por guerras. Foto: APO americano Peter Kassig foi identificado como o homem decapitado pelo Estado Islâmico em 16 de novembro de 2014. Ele era voluntário na Síria. Foto: ReutersNo dia 3 e outubro de 2014, o voluntário inglês Alan Henning foi decapitado pelos terroristas do Estado Islâmico. Foto: Reprodução/YoutubeVídeo mostra decapitação do refém britânico David Haines, que era voluntário na Síria e foi morto em 13 de setembro de 2014. Foto: ReutersImagem feita a partir de vídeo postado na internet pelo Estado Islâmico mostra jornalista americano Steven J. Sotloff antes de ser decapitado, no dia 2 de setembro de 2014. Foto: APInsurgentes do grupo jihadista Estado Islâmico divulgaram a decapitação do jornalista americano James Foley em 19 de agosto de 2014. Foto: Reprodução/Youtube

Sua arquitetura reflete as influências de diversas civilizações e mescla características greco-romanas com tradições persas. Recentemente, o EI também atacou a antiga capital assíria Nimrud e as ruínas de Hatra, no Iraque, estas últimas consideradas Patrimônio Mundial pela Unesco.

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