Os atestados de óbito de todos que estavam a bordo do Airbus A320 foram assinados e entregues a funcionários da Lufthansa

Os restos mortais de todas as 150 vítimas do acidente com o avião da Germanwings nos Alpes franceses serão entregues às famílias para o enterro, já que as equipes de buscas concluíram o processo de identificação.

Parentes de uma das vítimas do voo alemão prestam homenagens em monumento criado na área onde a aeronave Germanwings caiu, nos Alpes franceses (março/2015)
AP
Parentes de uma das vítimas do voo alemão prestam homenagens em monumento criado na área onde a aeronave Germanwings caiu, nos Alpes franceses (março/2015)

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O procurador da cidade de Marseille, Brice Robin, disse nesta terça-feira (19) que os atestados de óbito de todos que estavam a bordo do Airbus A320 foram assinados e entregues aos funcionários na companhia aérea alemã Lufthansa.

As autoridades dizem que o co-piloto Andreas Lubitz intencionalmente derrubou o voo que seguia de Barcelona até Duesseldorf em uma montanha, mas ainda não sabem o motivo. Investigadores dizem que Lubitz, diagnosticado com tendências suicidas e depressão no passado, trancou o capitão fora do cockpit do avião em 24 de março e arremessou a aeronave em uma montanha, matando todos a bordo.

Nem um único corpo intacto foi encontrado. Investigadores recolheram todos os restos humanos do local cerca de uma semana depois do acidente e, em seguida, passou semanas cuidadosamente combinando-os com perfis de DNA dos passageiros e tripulantes. Os registros foram baseados em material fornecidos pelas famílias - odontológicos e registros cirúrgicos, tatuagens, escovas de cabelo e de dentes.

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Robert Tansill Oliver, pai da vítima Robert Oliver Calvo, disse que ele e sua mulher receberam a notificação de DNA combinada com restos mortais de seu filho, além de um formulário para preencher e assim, ter os restos mortais enviados para a Espanha em junho. Eles também foram convidados para irem até Paris e identificar possíveis pertences de passageiros.

O pai do passageiro, professor aposentado americano que vive em Barcelona desde a década de 1960, disse que não tinha reclamações sobre a duração do tempo que levou para completar a identificação das vítimas.

"Estou feliz que eles tenham feito tudo em seu devido tempo", disse Oliver. "Espero que eles tenham feito o trabalho corretamente. É melhor fazê-lo direito do que depressa."

Eles planejam organizar um funeral para seu filho depois de os restos mortais terem sido devolvidos.

*Com AP

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