Papa canoniza duas palestinas e pede paz na região

Por Ansa |

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Papa Francisco ainda destacou a importância de os cristãos não serem individualistas e pediu paz na Palestina

Papa canonizou duas beatas palestinas do século 19
AP
Papa canonizou duas beatas palestinas do século 19

Este domingo (17) foi histórico para os cristãos do Oriente Médio. O papa Francisco canonizou as duas primeiras santas da era Moderna vindas do povo palestino e aproveitou o momento para pedir a paz na região.

"Inspirando-se no exemplo de misericórdia, de caridade e reconciliação delas, os cristãos dessas terras devem aguardar com esperança o futuro, seguindo no caminho da solidariedade e da convivência fraterna", destacou o Pontífice durante sua homilia.

Jorge Mario Bergoglio ainda destacou a importância dos cristãos não serem individualistas. "A missão de anunciar Cristo ressuscitado não é uma tarefa individual, é para viver de modo comunitário. Não se trata de assumir um trabalho, mas sim um serviço", destacou.

Além das, agora, santas Mariam Baouardy e Marie Alphonsine, o líder da Igreja Católica canonizou a italiana Maria Cristina da Imaculada Conceição e a francesa Giovanna Emilia de Villeneuve. Sobre as quatro religiosas, o sucessor de Bento XVI ressaltou os exemplos dados por suas vidas terrestres.

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"Permanecer em Deus e em seu amor para anunciar, com as palavras e com sua vida, a ressurreição de Cristo, dando testemunho da unidade entre nós e da caridade com todos. Isto fizeram as quatro santas hoje proclamadas. O seu luminoso exemplo entra em nossa vida cristã: como eu sou testemunho do Cristo ressuscitado? Como permaneço nele e derramo seu amor?", questionou Bergoglio.

Na cerimônia de hoje, estavam presentes mais de duas mil pessoas vindas do Oriente Médio e autoridades de diversos países da região, como o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, e o Patriarca Latino de Jerusalém, monsenhor Fouad Twal.

Apesar de toda a "crise" diplomática entre o Vaticano e a França, por causa da não aceitação de um embaixador gay, o ministro do Interior, Bernard Cazeneuve, também se fez presente na cerimônia.

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