EUA e Itália admitem preocupação após ex-líder egípcio ser condenado à morte

Por Ansa | - Atualizada às

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Fonte do Departamento de Estado dos EUA diz que o país está preocupado porque a sentença atinge mais de 100 acusados

Os Estados Unidos e a Itália manifestaram sua preocupação com a condenação à morte do ex-presidente egípcio Mohamed Morsi. Segundo nota divulgada neste domingo (17) pelo Ministério italiano das Relações Exteriores, o país expressa sua "séria preocupação" com a pena e diz que "repudia a pena de morte e luta para acabar com essa pena mundialmente".

Sábado: Ex-presidente Mohammed Morsi é condenado à morte no Egito

Reprodução de TV mostra presidente deposto Mohammed Morsi em cela de vidro em corte no Cairo, Egito (Arquivo)
AP
Reprodução de TV mostra presidente deposto Mohammed Morsi em cela de vidro em corte no Cairo, Egito (Arquivo)

Análise: Sentença contra Mohamed Morsi traz tranquilidade ao atual presidente do Egito

A Farnesina ainda pediu que "o sistema judicial egípcio opere de modo imparcial, exclusivamente, com base na lei". Em entrevista ao "The Guardian", uma fonte do Departamento de Estado dos EUA afirmou que sua nação está "profundamente preocupada" pelo fato de essa ser "mais uma sentença em massa, que atinge mais de 100 acusados".

Por outro lado, o governo do Cairo expressou "ressentimento" pelas "reações de alguns países e organizações internacionais" pelas sentenças de condenação à morte de Morsi e de outros 120 membros da Irmandade Muçulmana, informou a agência "Mena".

"Comentar sentenças emitidas pela corte egípcia é inapropriado e, dado que constitui uma interferência nos Assuntos Internos, é algo que deve ser rejeitado", disse o Ministério à agência.

No sábado (16), o ex-presidente egípcio Mohamed Morsi foi condenado à morte por ter fugido do presídio de Wadi el Natroun em janeiro de 2011.

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