Após 8 anos, menina levada ao México por pai retorna à mãe nos EUA

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Pai viajou com a filha após perder a sua guarda em 2007; polícia mexicana chegou a ‘recuperar’ jovem errada e enviar para os EUA

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Mãe e filha puderam se rever após oito anos de altos e baixos
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Mãe e filha puderam se rever após oito anos de altos e baixos

Depois de uma batalha judicial e uma trapalhada policial de fenomenais proporções - que só foi solucionada com testes de DNA -, uma adolescente levada para o México pelo pai desembarcou nos Estados Unidos para viver com a mãe.

Alondra Díaz García, 13, viverá com a mãe, Dorotea, em um subúrbio de Houston, Texas. "Quero aprender muitas coisas sobre os Estados Unidos, sobre minha família", disse ela a jornalistas.

A jovem nasceu nos EUA mas foi levada para o México pelo pai, Reynaldo Díaz, em 2007, sem o consentimento da mãe depois que ele perdeu na Justiça a batalha pela guarda da filha.

A adolescente disse que estava "feliz com meu pai, mas ao mesmo tempo achava que alguma coisa estava faltando".

O paradeiro dela permaneceu desconhecido todos esses anos, e o caso teve altos e baixos.

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Em uma trapalhada fenomenal, autoridades mexicanas removeram outra adolescente – também chamada Alondra – de uma sala de aula em Guanajuato e a enviaram a Houston para viver com a Dorotéa.

Um vídeo que mostrava Alondra Luna Nuñez confusa e em desespero ao ser escoltada pela polícia mexicana causou ultraje ao circular nas redes sociais.

A Justiça do México havia rejeitado o pedido da família da 'outra Alondra' para confirmar por testes de DNA que ela era a pessoa errada.

O teste foi feito em Houston e a menina foi reenviada ao México uma semana depois.

A Comissão Nacional de Direitos Humanos do México anunciou a abertura de uma investigação sobre o caso.

'Feliz'

Foi neste momento que, segundo parentes e amigos, o pai da Alondra correta concordou em enviar a filha para viver com a mãe nos EUA e encerrar a disputa.

Na segunda-feira, a verdadeira Alondra Díaz García se apresentou à Justiça do Estado de Michoacán. Um teste de DNA confirmou sua identidade.

Ao rever a filha depois de oito anos, a Dorotéa García disse que estava "muito feliz".

"Era o que eu desejava há tantos anos. Finalmente posso tocá-la", disse a mãe. "Eu a amo, e estou muito feliz de tê-la aqui."

Denúncias de sequestro de jovens por parte de um dos pais são frequentes no México. Organizações como a Associação Mexicana de Crianças Roubadas e Desaparecidas reconhecem que pelo menos metade dos casos que estão registrados em seus arquivos são, na verdade, menores que foram levados pelo pai ou pela mãe.

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