Ministro do Iraque diz que "número 2" do Estado Islâmico foi morto em ataque

Por iG São Paulo |

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Abu Alaa al-Afri estaria em uma mesquita ao norte do país quando foi atingido; dezenas ficaram feridos na ação

O "número 2" do grupo terrorista Estado Islâmico, Abdul Rahman Mustafa al-Qaduli, foi morto em um ataque aéreo da coalizão internacional na cidade de Tal Afar, ao norte do Iraque. A informação foi divulgada em vídeo pelo ministro da defesa do Iraque nesta quarta-feira (13).

O líder, que também é conhecido como Abu Alaa al-Afri, estaria na mesquita al-Shuhada no momento do ataque, segundo as informações do ministro iraquiano. Dezenas de militantes morreram na ofensiva.

Entenda: EUA oferecem recompensa de US$ 20 milhões por líderes do Estado Islâmico

A região foi tomada pelo grupo terrorista em junho do ano passado. Autoridades iraquianas afirmam que al-Afri havia assumido temporariamente a liderança do Estado Islâmico depois de o califa Abu Bakr al-Baghdadi ter ficado gravemente ferido em outro ataque aéreo ocorrido na região. 

Líder al-Afri estava entre os procurados pelo governo americano no Iraque
Reprodução/BBC
Líder al-Afri estava entre os procurados pelo governo americano no Iraque

De acordo com a emissora britânica BBC, os ferimentos de al-Baghdadi teriam sido tão graves que foi um milagre ele não ter morrido. Porém, as bombas teriam deixado ele muito incapacitado.

O Pentágono, nos EUA, ainda não confirmou a morte do terrorista. Na última semana, o governo norte-americano ofereceu um total de US$ 20 milhões (R$ 61 milhões) em recompensa por informações que levem a quatro supostos líderes do autoproclamado Estado Islâmico.

Leia mais: Estado Islâmico divulga vídeo com execuções de cristãos etíopes na Líbia

Na terça-feira (5), o grupo assumiu a autoria de uma tentativa de atentado contra uma competição de caricaturas sobre o profeta Maomé no Texas, ocorrida no último domingo. A organização afirmou que "dois soldados do califado" atacaram o evento no centro de conferência de Garland, perto de Dallas.

Kayla Mueller, refém norte-americana do Estado Islâmico, morreu na terça-feira (10 de fevereiro); segundo o grupo terrorista ela teria sido vítima de um bombardeio da Jordânia na Síria . Foto: APEstado Islâmico divulga vídeo onde suposto piloto jordaniano é queimado vivo em gaiola, no dia 3 de fevereiro. Foto: Reprodução/TwitterO jornalista japonês Kenji Goto foi morto pelos extremistas do Estado Islâmico no dia 30 de janeiro. Ele havia viajado para a Síria visando libertar o refém Yukawa. Foto: APImagem obtida por meio de vídeo do Estado Islâmico mostra o japonês Haruna Yukawa (à dir.), que foi decapitado em 24 de janeiro. Ele foi à Síria por ser fascinado por guerras. Foto: APO americano Peter Kassig foi identificado como o homem decapitado pelo Estado Islâmico em 16 de novembro de 2014. Ele era voluntário na Síria. Foto: ReutersNo dia 3 e outubro de 2014, o voluntário inglês Alan Henning foi decapitado pelos terroristas do Estado Islâmico. Foto: Reprodução/YoutubeVídeo mostra decapitação do refém britânico David Haines, que era voluntário na Síria e foi morto em 13 de setembro de 2014. Foto: ReutersImagem feita a partir de vídeo postado na internet pelo Estado Islâmico mostra jornalista americano Steven J. Sotloff antes de ser decapitado, no dia 2 de setembro de 2014. Foto: APInsurgentes do grupo jihadista Estado Islâmico divulgaram a decapitação do jornalista americano James Foley em 19 de agosto de 2014. Foto: Reprodução/Youtube


*com agências internacionais

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