François Hollande pede aos Estados Unidos fim de embargo contra Cuba

Por Ansa |

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Francês é o primeiro líder europeu a visitar a ilha em 55 anos

O presidente francês, François Hollande, pediu nesta segunda-feira (11) que os Estados Unidos deem um fim ao embargo econômico imposto a Cuba. O anúncio foi feito na Universidade de Havana durante um discurso do mandatário, que está visitando o país latino-americano.

Nesta segunda-feira (10), presidente François Hollande fez discurso durante visita à Cuba
AP
Nesta segunda-feira (10), presidente François Hollande fez discurso durante visita à Cuba

Hollande, o primeiro líder político europeu a viajar à ilha em 55 anos, também disse que quer contribuir com a abertura internacional de Cuba e que fará o possível "para que essas medidas que danificaram tanto o seu desenvolvimento possam finalmente ser anuladas e suspensas".

O presidente francês chegou ao país na noite do último domingo (10) e foi recebido pelo vice-ministro das Relações Exteriores Rogelio Sierra. Já nesta segunda-feira, Hollande se encontrou com seu homólogo cubano, Raúl Castro, com o cardeal Jaime Ortega, mais alto representante da Igreja Católica na ilha, a quem entregou a insígnia de Comandante da Legião de Honra, e com Fidel Castro.

Sobre sua viagem, o mandatário disse que está "muito emocionado" e que "é muito simbólico ser o primeiro presidente ocidental a participar deste modo da abertura de Cuba ao mundo".

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Jornal "Libération" - A visita de François Hollande a Cuba também causou polêmica. O jornal francês "Libération" publicou em sua capa uma montagem do presidente com a icônica foto do guerrilheiro Ernesto Che Guevara.

A fusão entre as duas imagens não agradou a muitos setores políticos do país, principalmente aos líderes de extrema-esquerda, que disseram que Hollande e o revolucionário não têm "nada em comum". "Querem matar Che Guevara? Não? Então o deixem em paz", comentou o líder do Novo Partido Anticapitalista (NPA), Olivier Besancenot.

Por sua vez, Hollande afirmou ter uma grande admiração pela figura de "Che", mas que não possui "nenhum vínculo de filiação" com ele.

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