País tem sofrido com ações de rebeldes xiitas hutis, apoiados pelo Irã, e de grupos como o Estado Islâmico e a Al-Qaeda

BBC

Localizado no extremo sudoeste da Península Arábica, o Iêmen está mergulhado em um conflito que sangra o país de ponta a ponta: o sul, incluindo a capital, Saná, é dominado pelos rebeldes xiitas hutis enquanto a maioria sunita controla o norte.

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O conflito envolve uma coalizão internacional, liderada pela Arábia Saudita, que vem realizando ataques aéreos nos últimos dias. No país também atuam o Estado Islâmico e a Al-Qaeda. Já os hutis seriam apoiados pelo Irã, que tem interesse estratégico na região.

Organizações humanitárias, como a Cruz Vermelha Internacional (ICRC, na sigla em inglês), estão prestando assistência aos afetados pela escalada do confronto armado.

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Os hutis são membros de um grupo rebelde também conhecido como Ansar Allah (Partidários de Deus), que pertence a uma corrente do xiismo conhecida como Zaidismo.

Os zaiditas são um terço da população e governaram por quase 1 mil anos o Iêmen do Norte no âmbito de um sistema conhecido como Imamato, até 1962.

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