Iêmen: as imagens de um país mergulhado em violência

Por BBC | - Atualizada às

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País tem sofrido com ações de rebeldes xiitas hutis, apoiados pelo Irã, e de grupos como o Estado Islâmico e a Al-Qaeda

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Coalizão liderada pela Arábia Saudita lançou em março campanha aérea contra rebeldes hutis visando a restabelecer no poder o presidente Abdrabbuh Mansour Hadi, que teve de se exilar. Foto: Comitê Internacional da Cruz VermelhaCoalizão diz que bombardeios miram apenas alvos rebeldes, mas ataques já destruíram prédios e áreas residenciais. Foto: Comitê Internacional da Cruz VermelhaAtaque contra o distrito de Sawaan, na capital Saná, no dia 30 de abril, deixou 26 civis mortos. Foto: Comitê Internacional da Cruz VermelhaAbdallah Saleh, 15, foi ferido com queimaduras graves e perdeu seis membros de sua família quando um tanque de óleo explodiu em frente a sua casa após um ataque aéreo. Foto: Thomas Glass/Comitê Internacional da Cruz VermelhaOs hospitais estão sobrecarregados com a chegada contínua de feridos e há escassez de medicamentos e equipamentos. Naseem al-Khaledi sofreu fraturas faciais graves na capital, Saná. Foto: Comitê Internacional da Cruz VermelhaSituação se agravou pelas restrições de importação impostas pela coalizão. Médicos temem que este homem, ferido em um ataque suicida em uma mesquita em Saná, morra se suprimento de oxigênio se esgotar. Foto: Comitê Internacional da Cruz VermelhaAmbulâncias do hospital Al-Kuwait, na capital, não têm combustível e este precisa ser transferido de um veículo para o outro. Foto: Comitê Internacional da Cruz VermelhaPostos de gasolina de Saná têm longas filas desde as primeiras horas do dia. Foto: Comitê Internacional da Cruz VermelhaA situação é semelhante no resto do país. Há também falta de água e cortes de energia. Mohammad Yahya percorre a capital de bicicleta em busca de água e combustível. Foto: Comitê Internacional da Cruz VermelhaA Cruz Vermelha disse que estava extremamente preocupada com os graves danos que os ataques da coalizão estão causando no aeroporto da capital. Foto: Comitê Internacional da Cruz VermelhaDanos à pista estão prejudicando as entregas de ajuda humanitária, alertou a entidade. Foto: Comitê Internacional da Cruz Vermelha

Localizado no extremo sudoeste da Península Arábica, o Iêmen está mergulhado em um conflito que sangra o país de ponta a ponta: o sul, incluindo a capital, Saná, é dominado pelos rebeldes xiitas hutis enquanto a maioria sunita controla o norte.

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O conflito envolve uma coalizão internacional, liderada pela Arábia Saudita, que vem realizando ataques aéreos nos últimos dias. No país também atuam o Estado Islâmico e a Al-Qaeda. Já os hutis seriam apoiados pelo Irã, que tem interesse estratégico na região.

Organizações humanitárias, como a Cruz Vermelha Internacional (ICRC, na sigla em inglês), estão prestando assistência aos afetados pela escalada do confronto armado.

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Os hutis são membros de um grupo rebelde também conhecido como Ansar Allah (Partidários de Deus), que pertence a uma corrente do xiismo conhecida como Zaidismo.

Os zaiditas são um terço da população e governaram por quase 1 mil anos o Iêmen do Norte no âmbito de um sistema conhecido como Imamato, até 1962.

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