Rússia comemora vitória na 2ª Guerra Mundial com parada militar

Por Agência Brasil | - Atualizada às

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Retaliação pelo envolvimento do Kremlin na Ucrânia, os países ocidentais liderados pelos aliados da Rússia na 2ª Guerra Mundial não compareceram às celebrações do 9 de maio

Agência Brasil

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, posa ao lado de um veterano, na celebração dos 70 anos da vitória dos russos sobre os alemães que pôs fim à 2ª Guerra Mundial
AP/9mai2015
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, posa ao lado de um veterano, na celebração dos 70 anos da vitória dos russos sobre os alemães que pôs fim à 2ª Guerra Mundial

A Rússia organizou neste sábado (9) uma grande parada militar para comemorar o 70º aniversário da vitória sobre a Alemanha nazista, em uma demonstração de poderio militar em meio ao impasse com o Ocidente sobre a Ucrânia.

No que é visto como uma punição pelo envolvimento do Kremlin na Ucrânia, os países ocidentais liderados pelos aliados da Rússia na 2ª Guerra Mundial estão boicotando as celebrações do 9 de maio, deixando o presidente russo, Vladimir Putin, marcar a data na companhia dos líderes da China, de Cuba e da Venezuela, segundo a agência France Presse.

Cerca de 16 mil tropas participaram no desfile na Praça Vermelha, onde também foram exibidas armas como as da nova geração de tanques Armata T-14, em uma das maiores comemorações do Dia da Vitória em décadas.

A União Soviética perdeu aproximadamente 27 milhões de soldados e civis durante a 2ª Guerra Mundial – mais do que qualquer outro país – e o triunfo do Exército Vermelho continua a ser uma enorme fonte de orgulho nacional.

O Dia da Vitória une os russos de todas as classes sociais, independentemente das simpatias políticas. Pela primeira vez nas comemorações do final da 2ª Guerra em Moscou, foi feito um minuto de silêncio em memória das vítimas, durante o desfile militar na Praça Vermelha.

O presidente russo, que destacou o papel do Exército soviético na derrota da Alemanha nazista, foi o encarregado de anunciar o minuto de silêncio. Antes, Putin ressaltou perante os milhares de convidados e veteranos da guerra que a “aventura hitleriana” foi “uma lição horrível para toda a comunidade internacional”.

O chefe do Kremlin acrescentou que agora, 70 anos depois, a história “apela de novo à razão e vigilância”. “Não devemos esquecer que a ideia da supremacia racial e da exclusão levou à mais sangrenta das guerras”, disse. Putin agradeceu à França, à Grã-Bretanha e aos Estados Unidos pela contribuição na vitória contra os nazistas.

“Agradeço aos povos da Grã-Bretanha, da França e dos Estados Unidos pela participação na vitória. Felicito os diferentes países antifascistas que tomaram parte nos combates contra os nazistas nas fileiras da resistência e da clandestinidade”, declarou o presidente russo, antes do minuto de silêncio em memória das vítimas da guerra.

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