EUA oferecem recompensa de US$ 20 milhões por líderes do Estado Islâmico

Por BBC Brasil | - Atualizada às

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Entre os procurados estão supostos porta-voz, comandante de campo e líderes de homens-bomba do grupo terrorista

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O governo americano está oferecendo um total de US$ 20 milhões (R$ 61 milhões) em recompensa por informações que levem a quatro supostos líderes do autoproclamado Estado Islâmico.

Ontem: Estado Islâmico reivindica ataque terrorista em mostra de charges no Texas

Entre os procurados do
Reprodução/BBC
Entre os procurados do "Estado Islâmico" estão porta-voz e chefe de homens-bomba

Segunda: Atiradores do Texas seriam simpatizantes do grupo terrorista Estado Islâmico

Os quatro foram identificados como Abdul Rahman Mustafa al-Qaduli, Abu Mohammed al-Adnani, Tarkhan Tayumurazovich Batirashvili e Tariq bin al-Tahar bin al-Falih al-Awni al-Harzi. Eles foram colocados em uma lista de procurados do Programa Recompensas para a Justiça.

Na terça-feira, o Estado Islâmico assumiu a autoria de uma tentativa de atentado contra uma competição de caricaturas sobre o profeta Maomé no Texas no último domingo.

A organização afirmou que "dois soldados do califado" atacaram o evento no centro de conferência de Garland, perto de Dallas.

O Departamento de Estado americano ofereceu US$ 7 milhões por informações que levem a Abdul al-Qaduli, descrito como uma autoridade da cúpula do Estado Islâmico que antes pertencia às fileiras da al-Qaeda no Iraque.

Além disso, Washington ofereceu US$ 5 milhões para Adnani e Batirashvili e até US$ 3 milhões por Harzi. Adnani foi descrito como porta-voz do EI e Batirashvili – que também é conhecido como Omar Shishani – como um comandante de operações de campo no norte da Síria. Harzi seria o chefe dos homens-bomba do grupo.

O "Estado Islâmico" conquistou partes do território leste da Síria e do norte do Iraque e os declarou um califado. Passou então a impor na região uma dura interpretação da lei islâmica.

O Departamento de Estado disse que o grupo é responsável por abusos sistemáticos de direitos humanos, incluindo execuções em massa, estupros e assassinatos de crianças.

Zawahiri encabeça a lista

Kayla Mueller, refém norte-americana do Estado Islâmico, morreu na terça-feira (10 de fevereiro); segundo o grupo terrorista ela teria sido vítima de um bombardeio da Jordânia na Síria . Foto: APEstado Islâmico divulga vídeo onde suposto piloto jordaniano é queimado vivo em gaiola, no dia 3 de fevereiro. Foto: Reprodução/TwitterO jornalista japonês Kenji Goto foi morto pelos extremistas do Estado Islâmico no dia 30 de janeiro. Ele havia viajado para a Síria visando libertar o refém Yukawa. Foto: APImagem obtida por meio de vídeo do Estado Islâmico mostra o japonês Haruna Yukawa (à dir.), que foi decapitado em 24 de janeiro. Ele foi à Síria por ser fascinado por guerras. Foto: APO americano Peter Kassig foi identificado como o homem decapitado pelo Estado Islâmico em 16 de novembro de 2014. Ele era voluntário na Síria. Foto: ReutersNo dia 3 e outubro de 2014, o voluntário inglês Alan Henning foi decapitado pelos terroristas do Estado Islâmico. Foto: Reprodução/YoutubeVídeo mostra decapitação do refém britânico David Haines, que era voluntário na Síria e foi morto em 13 de setembro de 2014. Foto: ReutersImagem feita a partir de vídeo postado na internet pelo Estado Islâmico mostra jornalista americano Steven J. Sotloff antes de ser decapitado, no dia 2 de setembro de 2014. Foto: APInsurgentes do grupo jihadista Estado Islâmico divulgaram a decapitação do jornalista americano James Foley em 19 de agosto de 2014. Foto: Reprodução/Youtube

A recompensa mais alta oferecida pelo programa é de US$ 25 milhões - por Auman al-Zawahiri, que se tornou líder da al-Qaeda em junho de 2011, após a morte de Osama Bin Laden.

O governo americano também oferece até US$ 10 milhões pelo líder do "Estado Islâmico" Abu Bakr al-Baghdadi.

Na terça-feira, a organização extremista afirmou em uma rádio que a exibição em Garland estava "exibindo imagens negativas do profeta Maomé".

A organização do evento havia oferecido um prêmio de US$ 10 mil pela melhor caricatura de Maomé. Contudo, retratar o profeta Maomé é considerado ofensivo pelos muçulmanos. Dois extremistas foram mortos por um policial quando abriram fogo do lado de fora do evento no domingo. Mais cedo, autoridades americanas haviam duvidado do envolvimento direto do grupo no episódio.

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