Transporte para Havana ocorrerá a partir de setembro; decisão marca mais um passo na reaproximação entre os dois países

BBC

O governo americano aprovou o restabelecimento de serviços de transporte naval de cargas e passageiros entre os Estados Unidos e Cuba, interrompidos há mais de 50 anos em função do embargo econômico à ilha caribenha.

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AFP
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A decisão foi anunciada na noite de terça-feira, quatro meses depois de os dois países terem anunciado que reatariam relações diplomáticas. A decisão sobre os serviços marítimos está sendo vista por analistas como mais um passo rumo ao fim da política de isolamento de Cuba.

Diversas companhias de navegação afirmaram já ter recebido licenças para operar rotas entre o estado americano da Flórida e Cuba. A cidade americana de Miami e a capital cubana, Havana, ficam a cerca de 150 km de distância. 

Tal proximidade fez com que, durante décadas, milhares de cubanos tenham fugido ou tentado fugir do regime comunista cubano em embarcações improvisadas. Ficaram conhecidos como balseros.

A expectativa é de que os serviços marítimos comecem a operar em setembro, embora o cronograma ainda dependa de negociações entre autoridades em Washington e Havana.

"É um grande passo à frente", afirmou Joseph Hinson, presidente da companhia de navegação United Americas Shipping.

Nas últimas semanas, também foi anunciado um serviço de voo tipo charter entre Nova York e Havana, a ser operado pela companhia aérea JetBlue.

No entanto, a legislação americana ainda proíbe que cidadãos do país viajem para Cuba, salvo em casos excepcionais que dependem de aprovação em 12 diferentes categorias.

Estima-se que mais de 1 milhão de cubanos tenha se refugiado nos EUA desde a revolução de 1959, em que os rebeldes sob comando de Fidel Castro derrubaram o então ditador cubano Fulgêncio Batista.

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