Criança indiana quebra cofrinho para ajudar vítimas de terremoto no Nepal

Por BBC Brasil | - Atualizada às

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Natural de Calcutá, oeste da Índia, Akash Mukherjee, 12 anos, havia poupado até 3,5 mil rúpias (R$ 165) por bola de futebol

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Depois de juntar dinheiro durante dois anos, um menino indiano quebrou seu cofrinho para ajudar as vítimas do terremoto no Nepal. 

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Akash Mukherjee, de 12 anos, diz que decidiu doar o dinheiro quando viu na TV dano causado por terremoto
Reprodução/BBC
Akash Mukherjee, de 12 anos, diz que decidiu doar o dinheiro quando viu na TV dano causado por terremoto

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Natural de Calcutá, no oeste da Índia, Akash Mukherjee, de 12 anos, havia poupado mais de 3,5 mil rúpias (R$ 165) para comprar uma bola nova de futebol e um presente para seus pais. 

Em vez disso, ele conta que mudou de planos depois de ver a situação dos sobreviventes do terremoto na TV. Mais de 7 mil pessoas morreram por causa do tremor de magnitude 7,8 que atingiu o Nepal há duas semanas. Outras 14 mil ficaram feridas. 

"Quando vi as imagens na TV de crianças da minha idade morrendo de fome e completamente desabrigadas, aquilo me partiu o coração", disse ele. 

"Tinha um dinheiro guardado que juntei por dois anos. Então, eu decidi doá-lo". 

Os pais de Akash foram até o consulado do Nepal, onde o menino entregou o cofre aos funcionários da repartição diplomática. 

Generosidade 

"O cônsul veio até nós e abraçou meu filho. Ele disse que a quantidade de dinheiro que meu filho estava doando não era importante. Mas só um menino da idade dele pensar no sofrimento alheio era algo extraordinário", disse o pai de Akash, Gora Mukherjee, que trabalha em uma multinacional. 

Cenário devastado pelo terremoto que deixou mais de três mil mortos no Nepal. Foto: APCenário devastado pelo terremoto que deixou mais de três mil mortos no Nepal. Foto: APCenário devastado pelo terremoto que deixou mais de três mil mortos no Nepal. Foto: APCenário devastado pelo terremoto que deixou mais de três mil mortos no Nepal. Foto: APCenário devastado pelo terremoto que deixou mais de três mil mortos no Nepal. Foto: APCenário devastado pelo terremoto que deixou mais de três mil mortos no Nepal. Foto: APCenário devastado pelo terremoto que deixou mais de três mil mortos no Nepal. Foto: APCenário devastado pelo terremoto que deixou mais de três mil mortos no Nepal. Foto: APCenário devastado pelo terremoto que deixou mais de três mil mortos no Nepal. Foto: APCenário devastado pelo terremoto que deixou mais de três mil mortos no Nepal. Foto: APCenário devastado pelo terremoto que deixou mais de três mil mortos no Nepal. Foto: APCenário devastado pelo terremoto que deixou mais de três mil mortos no Nepal. Foto: APCenário devastado pelo terremoto que deixou mais de três mil mortos no Nepal. Foto: APCenário devastado pelo terremoto que deixou mais de três mil mortos no Nepal. Foto: APCenário devastado pelo terremoto que deixou mais de três mil mortos no Nepal. Foto: APCenário devastado pelo terremoto que deixou mais de três mil mortos no Nepal. Foto: APCenário devastado pelo terremoto que deixou mais de três mil mortos no Nepal. Foto: APCenário devastado pelo terremoto que deixou mais de três mil mortos no Nepal. Foto: APCenário devastado pelo terremoto que deixou mais de três mil mortos no Nepal. Foto: APCenário devastado pelo terremoto que deixou mais de três mil mortos no Nepal. Foto: APHomem executa ritos finais antes de cremar vítima do terremoto no Nepal. Foto: APCaixão à espera de corpo de vítima de terremoto que matou mais de duas mil pessoas no Nepal. 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Foto: APTerremoto de 7,9 de magnitude deixa centenas de mortos no Nepal. Foto: AP

Segundo Mukherjee, os funcionários do consulado levaram cerca de uma hora para contar todo o dinheiro, porque as moedas "tinham um valor de face muito baixo". 

"O consulado nos pediu para que depositasse o dinheiro no banco. Mas faltava poucos minutos para a agência mais próxima fechar. Quando chegamos, um funcionário se prontificou a nos ajudar assim que soube por que estávamos ali", disse o pai do menino. Essa não é a primeira vez que Akash doa dinheiro a uma boa causa. Ele atuou em um filme e decidiu destinar o cachê a uma instituição de caridade. 

"Akash sempre doou, desde que tinha cinco anos de idade. Tentamos incutir esse hábito nele desde a infância", afirmou a mãe do menino, Manisha Mukherjee.

 Agora que doou todas suas economias, como Akash vai comprar um presente para seus pais ou a sua bola nova? 

"Isso pode esperar. Vai levar um tempo até eu conseguir encher um novo cofrinho".

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