Mulheres de opositores venezuelanos chegam ao Brasil em busca de apoio político

Por Ansa | - Atualizada às

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Lilian Tintori, mulher de Leopoldo López, e Mitzy Capriles, casada com Antonio Ledezma, seguirão para Brasília na quarta

Lilian Tintori, mulher do líder da oposição venezuelana Leopoldo López, que está preso, durante coletiva um dia antes da Cúpula das Américas na Cidade do Panamá (9/04)
AP
Lilian Tintori, mulher do líder da oposição venezuelana Leopoldo López, que está preso, durante coletiva um dia antes da Cúpula das Américas na Cidade do Panamá (9/04)

As mulheres dos líderes da oposição na Venezuela estão no Brasil nesta terça-feira (05) para buscar apoio político para os dirigentes que estão presos pelo governo de Nicolás Maduro.

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Lilian Tintori, mulher de Leopoldo López, e Mitzy Capriles, mulher de Antonio Ledezma, terão reuniões em São Paulo com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que já havia anunciado sua defesa aos opositores, e com o governador do Estado, Geraldo Alckmin. Na quarta (06) elas seguem para Brasília com uma agenda que não foi divulgada.

Ambas ressaltam que mais de 80 pessoas estão presas por motivos políticos na Venezuela e acusam Maduro de mandar para a prisão aqueles que pensam de maneira diferente da dele.

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O Brasil não é o primeiro país que elas visitam para buscar o apoio político exterior por sua casa. Elas já foram para o Panamá, Peru e Chile e tiveram diversas reuniões com lideranças locais. As duas afirmam que estão fazendo as viagens para difundir as "injustiças" cometidas pelo governo local.

Durante a Cúpula das Américas, ocorrida no início de abril, um grupo de 27 ex-presidentes e ex-chefes de Governo lançou um documento dando apoio à Ledezma e Lopes. Entre os que assinaram o texto está FHC e Felipe González, ex-líder do Governo espanhol.

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Veja fotos dos protestos que tomaram conta da Venezuela

Polícia nacional da Venezuela dispara gás lacrimogêneo enquanto manifestante antigoverno se ajoelha segurando pedra durante confrontos em Caracas (6/4). Foto: ReutersManifestantes mostram cartazes com fotos de ativistas mortos durante protestos antigoverno na Plaza Altamira em Caracas, Venezuela (20/3). Foto: APPartidários do líder da oposição Leopoldo López se reúnem para protesto que pede a libertação do político após um mês de sua prisão, na Venezuela (18/03). Foto: APGuardas das forças bolivarianas patrulham a Plaza Altamira após tomarem o controle do local em Caracas, Venezuela (17/3). Foto: APEstudante da Universidade Central da Venezuela grita contra governo de Nicolás Maduro durante protesto em Caracas (12/3). Foto: APManifestante antigoverno corre em meio ao gás lacrimogêneo lançado pela polícia durante protesto em Caracas, Venezuela (12/3). Foto: ReutersManifestante joga lata de gás lacrimogêneo em direção à polícia durante protesto antigoverno em Caracas, Venezuela (11/3). Foto: APGuardas prendem manifestante durante conflitos entre ativistas e motociclistas em Los Ruices, Venezuela (10/3). Foto: APPolícia impede passagem de manifestantes que protestavam contra escassez de alimentos (8/3). Foto: APManifestantes se preparam para jogar coquetéis molotov durante confrontos em Caracas, Venezuela (6/3). Foto: APOficiais da Guarda Nacional Bolivariana se protegem de fogos de artifício lançados contra eles por manifestantes em Caracas, Venezuela (março/2014). Foto: APManifestantes seguram cartazes com imagens de venezuelanos que foram mortos nas duas últimas semanas durante marcha em Caracas (28/2). Foto: APManifestantes rolam cano de água na tentativa de bloquear uma rodovia importante em Caracas, Venezuela (27/02). Foto: APOficiais da Guarda Nacional Bolivariana avançam em direção a protestos antigoverno em Valencia, Venezuela (26/2). Foto: APManifestante segura placa em frente de cordão da Guarda Nacional Bolivariana durante protesto perto da Embaixada de Cuba em Caracas, Venezuela (25/2). Foto: APObjetos colocados por manifestantes da oposição bloqueiam estrada no bairro de Altamira, em Caracas, Venezuela (20/2). Foto: APOpositor caminha perto de acusação feita a presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, em rua no bairro de Altamira, Caracas (21/2). Foto: ReutersManifestante envolto com a bandeira da Venezuela coloca mais objetos em barricada em chamas no bairro de Altamira, em Caracas, Venezuela (20/2). Foto: APPartidários do governo venezuelano marcham no centro de Caracas (20/2). Foto: APManifestante levanta os braços em direção à polícia que lança gás lacrimogêneo em bairro de Caracas, Venezuela (19/2). Foto: APMiss Génesis Carmona é levada de moto a hospital. Ela morreu após ter sido atingida por disparo na cabeça em 18/2. Foto: Reprodução/TwitterManifestante usa máscara caseira para se proteger de gás durante protestos em avenida de Caracas, Venezuela (18/02). Foto: APEstudantes gritam slogans contra o presidente Nicolás Maduro durante marcha em Caracas, Venezuela (18/2). Foto: APLeopoldo López, líder da oposição da Venezuela, é preso vestido de branco e segurando flor em Caracas, Venezuela (18/2). Foto: APManifestante cobre a boca com pano durante protesto contra a censura do governo venezuelano em Caracas (17/2). Foto: APManifestante atira pedras na Força Nacional Bolivariana durante protesto na Venezuela (15/2). Foto: APManifestantes fecham a principal via da Venezuela (15/2). Foto: ReutersManifestantes na Venezuela são dipersados com canhões de água e gás lacrimogêneo (15/2). Foto: Carlos Garcia Rawlins/ReutersUniversitária segura cartaz em que se lê 'E quem tem as armas?' enquanto se manifesta contra o presidente Nicolás Maduro em Caracas, Venezuela (13/2). Foto: APEstudantes choram durante vigília em Caracas por dois jovens mortos em confrontos violentos na Venezuela (13/2). Foto: APEstudantes comparecem à vigília em Caracas por dois jovens mortos em confrontos violentos na Venezuela (13/2). Foto: APJovem segura livro marcado em espanhol com a frase 'Esta é a minha arma' durante protesto contra repressão de estudantes em Caracas, Venezuela (13/2). Foto: APEstudante segura cartaz em que se lê 'Paz e liberdade' durante manifestação em Caracas, Venezuela (13/2)
. Foto: APEstudantes gritam slogans contra o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, durante protesto em Caracas (13/2)
. Foto: AP

González, que já defendeu presos políticos durante a ditadura de Augusto Pinochet no Chile, foi considerado "persona non grata" pelo Parlamento venezuelano.

Os envolvidos: Antonio Ledezma era prefeito de Caracas, capital da Venezuela, e foi detido em 19 de fevereiro após membros do governo fazerem acusações de que ele integrava um grupo conspiratório que tramava um golpe de Estado.

Leia todas as notícias sobre os protestos na Venezuela

Como opositor do regime chavista, ele é um dos mais próximos a Leopoldo Lopez, preso há mais de um ano, por incitar protestos contra o governo. Lopez nunca foi julgado pelos atos.

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