Estado Islâmico 'matou 300 membros de minoria religosa' no Iraque

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Centenas de prisioneiros yazídis foram assassinados por milícia extremista perto de Mosul, segundo autoridades iraquianas

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Centenas de prisioneiros da etnia yazídi foram mortos no Iraque pelo autodenominado Estado Islâmico (EI), segundo autoridades iraquianas e yazídis.

Em comunicado, o Partido do Progresso Yazídi disse que 300 detidos foram mortos na sexta-feira no distrito de Tal Afar, a oeste de Mosul.

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A agremiação qualificou o ato como "crime hediondo". O vice-presidente iraquiano, Osama al-Nujaifi, disse que as mortes são "horríveis e bárbaras".

Não está claro como os prisioneiros foram mortos nem por que isso ocorreu agora, afirmou o editor de Oriente Médio da BBC, Alan Johnston.

Veja decapitações promovidas pelo Estado Islâmico

Kayla Mueller, refém norte-americana do Estado Islâmico, morreu na terça-feira (10 de fevereiro); segundo o grupo terrorista ela teria sido vítima de um bombardeio da Jordânia na Síria . Foto: APEstado Islâmico divulga vídeo onde suposto piloto jordaniano é queimado vivo em gaiola, no dia 3 de fevereiro. Foto: Reprodução/TwitterO jornalista japonês Kenji Goto foi morto pelos extremistas do Estado Islâmico no dia 30 de janeiro. Ele havia viajado para a Síria visando libertar o refém Yukawa. Foto: APImagem obtida por meio de vídeo do Estado Islâmico mostra o japonês Haruna Yukawa (à dir.), que foi decapitado em 24 de janeiro. Ele foi à Síria por ser fascinado por guerras. Foto: APO americano Peter Kassig foi identificado como o homem decapitado pelo Estado Islâmico em 16 de novembro de 2014. Ele era voluntário na Síria. Foto: ReutersNo dia 3 e outubro de 2014, o voluntário inglês Alan Henning foi decapitado pelos terroristas do Estado Islâmico. Foto: Reprodução/YoutubeVídeo mostra decapitação do refém britânico David Haines, que era voluntário na Síria e foi morto em 13 de setembro de 2014. Foto: ReutersImagem feita a partir de vídeo postado na internet pelo Estado Islâmico mostra jornalista americano Steven J. Sotloff antes de ser decapitado, no dia 2 de setembro de 2014. Foto: APInsurgentes do grupo jihadista Estado Islâmico divulgaram a decapitação do jornalista americano James Foley em 19 de agosto de 2014. Foto: Reprodução/Youtube

Os yazídis, cuja fé inclui elementos de várias religiões, são considerados infieis por militantes do EI.

Milhares de membros da minoria étnica foram capturados pelo EI no ano passado, à medida que a milícia avançava sobre partes do Iraque e Síria.

Outros fugiram para a região sob controle curdo no norte do Iraque depois que o EI tomou o distrito de Sinjar, a oeste de Mosul, que abragava muitos membros da etnia.

Centenas de homens yazídis foram mortos e mulheres foram usadas como escravas sexuais.

Em janeiro, o 'Estado Islâmico' liberou cerca de 200 yazídis, principalmente idosos, perto da cidade de Kirkuk. Muitos deles tinham deficiências ou estavam feridos.

Nos últimos meses, uma contraofensiva de forças curdas recuperou áreas do EI, mas acredita-se que muitas aldeias yazídis continuem sob controle dos militantes.

O governo iraquiano, com forças apoiadas pelo Irã, também declarou que tinha tomado o controle da cidade de Tikrit em abril.

 

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