Indonésia defende execuções como parte da sua guerra contra o tráfico de drogas

Por Agência Brasil | - Atualizada às

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"Estamos lutando contra crimes relacionados às drogas que ameaçam a sobrevivência da nossa nação", disse procurador

Agência Brasil

O procurador-geral da Indonésia, Muhammad Prasetyo, defendeu nesta quarta-feira (29) a execução dos estrangeiros condenados à morte por crimes relacionados com as drogas, afirmando que o país enfrenta uma "guerra" contra o tráfico.

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Ambulância que transporta os corpos dos australianos Andrew Chan e Myuran Sukumaran chega a casa funerária de Jacarta
AP
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"Estamos lutando em uma terrível guerra contra os crimes relacionados às drogas que ameaçam a sobrevivência da nossa nação", disse Muhammad Prasetyo.

A Indonésia executou por fuzilamento oito condenados à morte por tráfico de drogas, sete dos quais estrangeiros, incluindo o brasileiro Rodrigo Gularte. Uma mulher filipina, Mary Jane Veloso, que estava na lista de condenados, teve a execução suspensa no último momento. Além de Gularte, foram executados dois australianos, quatro nigerianos e um indonésio.

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Reprovável

A Anistia Internacional qualificou como "reprovável" a execução de oito condenados na Indonésia, denunciando como total falta de consideração pelo processo legal e salvaguarda dos direitos humanos.

A organização lembrou que as execuções ocorreram apesar de pelo menos dois recursos terem sido aceitos pelos tribunais locais, e lamentou que os pedidos de clemência tenham sido rejeitados.

O brasileiro foi diagnosticado com esquizofrenia, mas defesa não conseguiu convencer autoridades. Foto: Reprodução/YoutubeO paranaense Rodrigo Muxfeldt Gularte foi preso quando tentava entrar na Indonésia com drogas escondidas em pranchas de surf. Foto: Reprodução/YoutubeRodrigo Gularte, de 42 anos, foi fuzilado com outros traficantes na Indonésia. Foto: Reprodução/YoutubeRodrigo gostava de surfar desde a adolescência, de acordo com a mãe dele, Clarisse . Foto: Reprodução/YoutubeA mãe de Rodrigo Gularte, Clarisse, mostra foto do brasileiro na praia com os amigos. Foto: Reprodução/YoutubeClarisse fez apelo direto para Dilma Rousseff para livrar o filho Rodrigo da morte na Indonésia. Foto: Reprodução/YoutubeRodrigo Gularte foi condenado à morte em 2005 por chegar à Indonésia com seis quilos de cocaína. Foto: Reprodução/FacebookBrasileiro condenado por tráfico de drogas foi fuzilado na Indonésia no dia 28/04. Foto: AFPBrasileiro condenado a morte na Indonésia por tráfico de drogas foi executado no dia 17 de janeiro. Foto: Reprodução/YoutubeExecução foi feita mesmo após pedidos de cancelamento feitos pelo governo brasileiro. Foto: ReproduçãoMarco Archer Cardoso Moreira, 53, foi executado na madrugada de domingo (17) no horário indonésio – por volta das 15h no Brasil. Foto: Reprodução/FacebookMoreira era solteiro, não tinha filhos e seus pais haviam morrido; uma tia foi visitá-lo na Indonésia antes da execução. Foto: Reprodução/FacebookO brasileiro foi preso em 2003 ao entrar no aeroporto de Jacarta com 13,4 quilos de cocaína. Foto: Reprodução/InternetBalsa foi usada para transportar brasileiro para local da execução. Foto: AP

"As execuções são totalmente reprováveis. Foram feitas com uma total falta de consideração pelas salvaguardas reconhecidas internacionalmente para o recurso à pena de morte", disse o diretor da Anistia para a Ásia-Pacífico, Rupert Abbott.

Segundo a organização, vários condenados não tiveram acesso a advogados competentes ou intérpretes durante a detenção e na fase inicial do julgamento.

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A Anistia denunciou também que um dos condenados, o brasileiro Rodrigo Gularte, foi executado ainda que tenha sido diagnosticado com esquizofrenia, sendo que a lei internacional "claramente proíbe" o recurso à pena de morte para pessoas com incapacidades mentais.

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